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Notícias |
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| 28 de novembro de 2008 |
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| Rarefação do ar provoca destruição de neurônios |
| O custo neural do montanhismo de altitudes extremas |
| por R. Douglas Fields |
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Foto de Rodrigo Raineri/Everest |
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| Mesmo acostumados a escalar grandes altitudes, alpinistas podem sofrer danos neurais devido à hipoxia. |
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No final de 1890, em um laboratório situado no topo de uma montanha de 4.550 metros, na cordilheira Monta Rosa, nos Alpes italianos, o fisiologista Ângelo Mosso fez as primeiras observações diretas dos efeitos de altitudes elevadas sobre o cérebro humano: a olho nu e com um aparelho projetado por ele, Mosso observou as mudanças nas protuberâncias e pulsações no cérebro parcialmente exposto, de um homem que sofrera um acidente.
Recentemente um experimento semelhante foi realizado utilizando imageamento cerebral não-invasivo. Para aqueles que adoram escalar montanhas os resultados não são animadores. Em Saragoça, Espanha, o neurologista Nicolas Fayed e colegas realizaram ressonâncias magnéticas do cérebro em 35 alpinistas ─ 12 profissionais e 23 amadores ─ que haviam voltado de expedições em grandes altitudes, inclusive 13 já tinham escalado o Everest. Foram constatados danos cerebrais praticamente em todos os que haviam escalado o Everest, mas também em muitos alpinistas de menores altitudes que retornaram sem saber que tinham sofrido lesões cerebrais. Parece que alpinistas que escalam montanhas elevadas, sejam praticantes eventuais ou profissionais, ao retornar de escaladas de montanhas altas apresentam alterações cerebrais em relação às condições anteriores.
O que muda no cérebro do alpinista? Embora a tolerância de cada pessoa à hipoxia ─ falta de oxigênio ─ possa variar de acordo com as diferenças fisiológicas inatas ou de condicionamento físico, ninguém escapa ileso. Os efeitos podem ser agudos, afetando o indivíduo apenas quando em condições de baixas taxas de oxigênio, ou ─ como foi descoberto no estudo de Fayed ─ de longa duração.
A primeira fase é muito apropriadamente chamada de doença aguda de montanha. Pode provocar dor de cabeça, insônia, tontura, fadiga, náusea e vômito. A fase seguinte, mais séria, provoca o edema cerebral de grande altitude, também conhecido como Hace (em inglês), um edema cerebral potencialmente fatal. |
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 | R. Douglas Fields Realizou seu mestrado no Moss Landing Marine Labs e seu doutorado em biologia oceanográfica no Scripps Institution of Oceanography. É neurobiólogo do National Institutes of Health. Em seus estudos sobre tubarões, ele conta com a colaboração da esposa, Melanie Fields, professora de biologia do ensino médio. Fora do trabalho, Fields passa seu tempo escalando, mergulhando e montando guitarras. Este é seu terceiro artigo para a SCIENTIFIC AMERICAN. |
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