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01 de fevereiro de 2008
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Sêmen torna o HIV mais potente
Um peptídeo transporta o vírus por entre as células das mucosas, aumentando a possibilidade de contaminação em até 100.000 vezes
por Nikhil Swaminathan
[continuação]

No entanto, uma vez unidas, as fibras agem como meio de transporte, aprisionando e carregando as partículas do vírus HIV para as células-alvo. Os pesquisadores descobriram que o HIV presente no sêmen é mais bem-sucedido que o vírus sozinho na infecção de células T e de macrófagos (células do sistema imunológico que possivelmente são os alvos iniciais da infecção no corpo). Eles também testaram a quantidade limite de vírus necessários para infectar as células da amídala humana, observando que, na presença do sêmen, um número bem menor de partículas de HIV foi necessário para a transmissão.

Os pesquisadores injetaram tanto vírus HIV normais quanto vírus tratados com SEVI na cauda de ratos que haviam recebido células do sistema imunológico humano. O HIV com componente do sêmen foi cinco vezes mais eficaz na transmissão do vírus. Em situações em que níveis baixos do vírus são transferidos – como durante a relação sexual –, disse Kirchhoff, o SEVI pode tornar a probabilidade de disseminação do HIV 100.000 vezes maior quando comparada à do vírus sozinho.

No editorial que acompanha o artigo, a colega pós-doutorada Nadia Roan, em conjunto com Warner Greene, pesquisador sênior do Gladstone Institute of Virology and Immunology de São Francisco, na University of California, , escreveu: “Se o SEVI de fato aumenta em muitas vezes a disseminação heterossexual do HIV no mundo em geral, então é concebível dizer que combater a força desse fator poderia diminuir essas freqüências a níveis que podem praticamente eliminar a transmissão do HIV induzida pelo sêmen.”

Mas outros afirmam que mais pesquisas são necessárias para compreender plenamente o papel da fosfatase ácida prostática na transmissão viral. “Não acho que seja possível fazer qualquer interpretação sobre essa experiência, apenas que a substância torna o vírus mais contagioso se alcançar as células-alvo... sendo que é muito difícil atravessar as superfícies da mucosa”, afirma Robin Shattock, professor de infecção celular e molecular na St George\\'s University of London. A opinião é compartilhada por Myron Cohen, epidemiologista do Centro de Doenças Infecciosas da Escola de Medicina da University of North Carolina em Chapel Hill: “Precisamos entender cada detalhe sobre a biologia da transmissão do HIV...; o lógico a ser feito em seguida em termos de experiências é demonstrar em modelos de macacos reso que essa substância tem uma função na transmissão.”
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