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| O Sputnik 1 entrou em órbita há 50 anos |
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A União Soviética deu o pontapé inicial na Era Espacial há 50 anos ao lançar um satélite do tamanho de uma bola de basquete, o Sputnik, em órbita. A partir de então, os americanos passaram a sonhar com a primazia no espaço – e ter pesadelos com ataques nucleares.
Novas reportagens que comemoram o aniversário do satélite este mês trazem à tona a paradoxal falta de entusiasmo dos líderes soviéticos com o lançamento, em contraste com o espanto do público americano, para quem o Sputnik era a prova de que uma corrida espacial havia começado – e de que o Tio Sam ainda estava preso na largada.
Na verdade, a reação dos Estados Unidos acompanhou a da União Soviética de maneira significativa, de acordo com Erin Conway, historiador da Nasa no Jet Propulsion Laboratory em Pasadena, Califórnia. Em ambos os países, os engenheiros aeroespaciais tiveram que atrair a atenção dos líderes políticos para as estrelas. Os construtores de foguetes americanos, no entanto, foram auxiliados pela crença de que essa conquista russa demonstrava sua superioridade tecnológica – e, o mais importante, seu alcance nuclear.
Essa concepção errônea, segundo Conway, teria conseqüências dramáticas para o Programa Espacial americano, resultando na fundação da Nasa e na ascensão da ciência espacial – isso sem mencionar as primeiras missões tripuladas para a Lua. |