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Televisores ficam maiores e mais eficientes

Novas tecnologias permitem que televisões fiquem maiores e mais eficientes em termos energéticos

Shutterstock
Conjuntos de televisão de tela plana de LCD, OLED e plasma estão maiores e mais verdes que nunca. Consumidores americanos têm o selo ENERGY STAR para orientar a compra.
Por EarthTalk

Prezado EarthTalk: Estou procurando uma nova TV de tela plana. É verdade que alguns modelos são mais verdes que outros?Michael Kavanaugh, Rome – NY

De acordo com o Departamento de Energia dos Estados Unidos, os 275 milhões de TVs dos americanos queimam cerca de 65 bilhões de kilowatt horas de energia todos os anos, o que representa de 4 a 5% do consumo doméstico de eletricidade no país. Cada lar dos Estados Unidos gasta cerca de US$ 200 por ano com eletricidade para alimentar suas televisões e equipamentos relacionados. Mas, ainda que não estejamos prontos para desistir de nossas TVs tão cedo, existe uma luz no fim do túnel, já que a indústria de eletrônicos de consumo começou a priorizar a redução de sua pegada ambiental.

Enquanto o tamanho das telas continua a aumentar, a massa total de televisões é muito menor que a dos conjuntos quadrados de tubos de raios catódicos (TRC). E muitos modelos novos de tela plana (LCD, OLED ou plasma) exibem telas hipereficientes que podem ser alteradas pelo usuário para reduzir ainda mais suas necessidades energéticas.

Algumas das características de economia energética dessa nova geração de TVs mais verdes fazem uso de telas retro-iluminadas por diodos emissores de luz (LEDs), controle automático de brilho que adaptam a imagem à intensidade luminosa da sala, “dimming local”, onde seções da retro-iluminação são reduzidas ou desligadas quando não são necessárias, e a capacidade de pré-determinar configurações de imagem otimizadas para economizar energia. Atualmente, todas as maiores produtoras de TV – Vizio, LG, Samsung, Panasonic, JVC, Sharp, Toshiba, Sony – oferecem modelos econômicos.

“Ainda que televisões sejam o equipamento mais popular dos Estados Unidos, com uma presença doméstica de 97% em 2013, seu consumo elétrico anual caiu 23% desde 2010”, relata a Associação de Eletrônicos de Consumo (CEA, em inglês), o grupo comercial de produtores de eletrônicos que realiza o Consumer Electronics Show anualmente em Las Vegas.

O programa Energy Star da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) certifica aparelhos, eletrodomésticos e outros itens de consumo energeticamente eficientes para ajudar americanos a economizar dinheiro e proteger o clima por meio da economia de energia. Se um americano estiver procurando uma nova TV para comprar, pode começar a busca pelo site EnergyStar.gov, onde é possível encontrar e comparar novos modelos que são pelo menos 25% mais eficientes que os convencionais. O site é fácil de usar e permite que o usuário verifique as marcas, tamanhos de tela, tipos de tecnologia, resoluções e outras características antes de exibir uma lista completa com uma estimativa do uso anual de energia. A EPA relata que se cada TV, aparelho de DVD e sistema de entretenimento doméstico adquirido nos Estados Unidos neste ano conseguisse receber o selo Energy Star, consumidores manteriam quase um bilhão de quilogramas de emissões de gases estufa fora da atmosfera, o equivalente a tirar 200 mil carros de circulação.

É claro que comprar uma TV nova introduz outro possível risco ambiental: aquele associado com o descarte de seu aparelho antigo. Jogar a velha TV no lixo, onde ela acabará em um aterro, não é ruim apenas para o ambiente pelos risco associados a vazamento de substâncias químicas e metais pesados: essa prática também costuma ser ilegal. Se um americano estiver comprando uma nova TV em uma loja local, deve perguntar se eles podem receber sua TV antiga. Além disso, o website Greener Gadgets, da CEA, fornece uma lista atualizada de recursos para descobrir como reciclar velhos aparelhos de TV e outros eletrônicos de maneira responsável, diretamente com os produtores ou por meio de recicladores terceirizados.

 Publicado por Scientific American em 2 de fevereiro de 2015