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19 de agosto de 2009
Termorregulação de mamíferos marinhos impede que morram congelados
Seres humanos não resistiriam às águas geladas que essas criaturas chamam de lar, mas, graças a mecanismos especiais, elas conseguem viver abaixo da superfície de gelo
por Coco Ballantyne
ISTOCKPHOTO.COM/OVERSNAP
Curtindo o frio: Focas de Weddell, na península antártica.
Baleias, golfinhos, focas e outros mamíferos marinhos podem gerar o próprio calor e manter uma temperatura corporal estável, apesar das condições ambientais variáveis. Assim como as pessoas, eles são homeotérmicos endotérmicos ─ ou seja, são animais “de sangue quente”. Mas esses mamíferos são especialistas em termorregulação: suportam temperaturas na água, que chegam a 2º C negativos e temperaturas do ar de 40º C negativos.

Ann Pabst, zoóloga marinha da University of North Carolina, em Wilmington, explica como os mamíferos marinhos conseguem sobreviver ao frio extremo. As águas oceânicas polares podem chegar a 2º C negativos. Mesmo em regiões temperadas ou tropicais, a água do mar pode atingir 1º C negativo em grandes profundidades.

Vocês podem perguntar como a água a 2º C negativos não se transforma em gelo. A razão: a água do mar contém sal, que congela a uma temperatura um pouco menor que a água doce, que congela a 0o C. Isso acontece, na verdade, porque o sódio e o cloro do sal interferem com a capacidade que as moléculas da água têm de se juntarem para formar cristais de gelo.

Algumas espécies de pinípedes ─ que incluem morsas, focas e leões marinhos ─ e algumas baleias, golfinhos e botos vivem perfeitamente bem nessas condições. Alguns exemplos específicos são as baleias-jubarte, baleias azuis ─ os maiores animais do planeta ─ as orcas, as focas de Weddel e os elefantes marinhos.
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