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Tigres siberianos estão ameaçados de extinção

Só restam 250 animais da espécie, agora vítima de misteriosa doença

John Platt
Wikipedia
Tigre de Amur: caçadores contribuem para extinção
Pode não demorar muito para testemunharmos a extinção de uma das seis espécies de tigres do mundo, o Siberiano (Panthera tigris altaica) ou Tigre de Amur. As populações caíram vertiginosamente nos últimos anos para cerca de 250 animais e a espécie enfrenta um gargalo genético que a põe em risco de consangüinidade. Agora, uma doença misteriosa começou a se espalhar pela população, causando a morte de quatro tigres adultos e de vários recém-nascidos nos últimos dez meses.

"Podemos estar testemunhando uma epidemia na população dos tigres siberianos", Miquelle Dale, diretor do programa russo Wildlife Conservation Society (WCS), ao Guardian.

A doença, ainda não identificada, parece afetar a capacidade de caçar dos animais. Deixando-os em um estado enfraquecido e com fome, os quatro tigres infectados começaram a chegar a território humano em busca de comida fácil. Eles tiveram de ser mortos, pois eram ameaças potenciais para as pessoas.

A morte mais recente foi uma fêmea de 10 anos chamada Galya, que tinha sido por seguida e estudada muito tempo pela WCS. Enquanto saudável, Galya chegou a pesar 140 kg. Quando baleada, pesava apenas 90 kg. Galya recentemente abandonou seus filhotes de três semanas, os quais foram encontrados mortos sem nenhum alimento em suas barrigas.

A doença foi observada pela primeira vez em um tigre macho no ano passado.
"Estamos extremamente preocupados com a possibilidade de uma epidemia que poderia acabar com todos esses tigres”, disse Miquelle. "Os animais que temos estudado extensivamente, demonstraram uma mudança radical de comportamento, o que é extremamente preocupante."

Esses belos animais, que já enfrentam o grande perigo de caçadores, responsáveis por matar cerca de 30-50 tigres por ano, agora são atingidos por essa nova doença. "O aumento de óbitos provocados pela doença nessa população poderia chegar de um ponto de não retorno", disse Miquelle ao Guardian.