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Notícias |
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| 19 de maio de 2009 |
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| Triagem de criminosos por perfil se mostra ineficaz |
| Terroristas são tão raros, que uma triagem baseada somente no perfil étnico não é mais eficaz para localizá-los que uma amostra aleatória da população |
| por John Matson |
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COURTESY OF L-3 COMMUNICATIONS |
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| Passageiro passa por dispositivo de varredura em estação de metrô, em Nova Jersey |
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A definição de perfil é uma questão que tem despertado sérias controvérsias. Grupos defensores de liberdades civis sustentam que levantar suspeitas com base na nacionalidade ou etnia é um ato terrivelmente discriminatório, enquanto alguns conservadores argumentam que o método é eficaz no combate ao crime e ao terrorismo, o que justifica, portanto, seu custo social.
De acordo com pesquisa recente, quando se trata de combater o terrorismo, fazer triagens rigorosas com base nos perfis, isto é, submeter pessoas a uma investigação mais profunda baseada em suposta propensão para cometer atos ilegais − não é mais eficiente que fazer amostragens aleatórias de certa população. O motivo, explica o autor do estudo, William Press, cientista da computação e biólogo computacional da University of Texas, em Austin, é que há muito menos terroristas que pessoas de bem, e é uma perda de tempo e dinheiro amostrar várias vezes uma mesma pessoa que não representa nenhum perigo para a sociedade.
“Em geral as pesquisas ignoram esse resultado,” que é a ineficácia da superamostragem, observa o professor de economia John Knowles, da University of Southampton, Inglaterra, “É óbvio que isso leva a um desperdício, por isso espero que o resultado obtido por Press receba a devida atenção.”
Segundo a anistia internacional americana, 24 estados têm leis proibindo, de alguma forma, a determinação de perfis raciais, mas em somente quatro estados é ilegal definir perfis baseados na religião. Diretrizes para agentes federais proíbem a triagem baseada em perfis raciais, mas são intransigentes quando o assunto é combate ao terrorismo, imigração ilegal e ameaças à segurança nacional. E embora a Administração de Segurança do Transporte, ligada ao Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, responsável pela triagem de segurança em aeroportos, afirme não fazer seleção com base em perfis étnicos ou religiosos, ela foi recentemente processada por fazer exatamente isso. |
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