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Os pesquisadores suspeitavam que a tuberculose havia aparecido há apenas alguns milhares de anos – ou seja, tinha acabado de aparecer, evolucionariamente falando. No entanto, uma equipe internacional com cientistas dos Estados Unidos, Alemanha e Turquia relataram esta semana no American Journal of Physical Anthropology ter encontrado evidências da doença em um fóssil de hominídeo de 500 mil anos, no oeste da Turquia. Antes da descoberta, os paleontólogos acreditavam que os casos mais antigos da enfermidade eram os das múmias do Egito e do Peru, com alguns milhares de anos de idade. A equipe de pesquisadores, incluindo John Kappelman, professor de antropologia da University of Texas em Austin, acredita que o Homo erectus encontrado era um homem jovem; eles observaram pequenas lesões características da Leptomeningitis tuberculosa, um tipo de tuberculose que ataca as meninges do cérebro. Para os cientistas, a descoberta fortalece a teoria de que pessoas de pele escura que migraram para o norte, partindo de áreas tropicais, de baixa latitude e com luz do Sol mais intensa, produzem menos vitamina D. A falta dessa vitamina pode enfraquecer os ossos e o sistema imunológico, abrindo caminho para a tuberculose e outras doenças. Pessoas com pele mais escura produzem menos vitamina D porque a melanina (pigmento da pele) bloqueia mais a radiação ultravioleta do Sol, que estimula a produção dessa vitamina pelo organismo. (University of Texas em Austin). |