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28 de novembro de 2008
Turbinas deslizam em correntes submarinas como pipas no céu
Novas tecnologias permitirão que equipamentos presos ao fundo do mar gerem energia aproveitando a oscilação da maré
por Larry Greenemeier
Cortesia da ESRU
Turbinas marinhas que giram em sentidos contrários (CoRMaT): Unidade de Pesquisa de Sistemas Energéticos da Universidade de Strathclyde (ESRU em inglês), na Escócia, está desenvolvendo uma turbina com rotor duplo ancorada ao fundo do mar por meio de cabos, permitindo que deslize na maré como uma pipa ao sabor do vento.
Ainda não existe mercado para turbinas que convertem a força da maré em fonte de energia nas profundezas do oceano. Mas isso não impediu que engenheiros mecânicos da Unidade de Pesquisa de Sistemas Energéticos da Universidade de Strathclyde (ESRU em inglês), na Escócia, desenvolvessem uma turbina que deverá acompanhar a maré embora fique presa ao fundo do mar por um cabo ─ como uma pipa voando no céu num dia de vento.

O objetivo do grupo da ESRU é criar um dispositivo que literalmente deslize com o fluxo e não permaneça fixo no fundo do mar como um moinho de vento submarino ─ um modelo já em desenvolvimento por várias empresas. O modelo de pipa e cabo foi projetado para facilitar a colocação de turbinas movidas por maré no fundo do mar, onde correntes mais fortes podem gerar maior potência, mas também dificultam enormemente a fixação das turbinas.

"O problema com as turbinas comuns é seu tamanho, eficiência e ainda a força da água tende a danificá-la,” alerta Andrew Grant, engenheiro mecânico da ESRU. “Nossa turbina pode deslizar como uma pipa na água.” Em vez de fixar a base da turbina no fundo do mar, basta instalar um ancoradouro para fixar o cabo.

Outra diferença importante do projeto da ESRU é que a turbina tem dois rotores acoplados ─ um em frente o outro girando em direções opostas de um único eixo. As pás dos rotores são feitas de uma liga de alumínio ou de plástico reforçado com vidro, dependendo de suas dimensões. Por ter os rotores girando em direções opostas, Grant e seu grupo estão tentando diminuir o torque reativo (que empurra a turbina da direção oposta) de modo que a unidade possa ser presa a um sistema de ancoragem relativamente simples mesmo em águas muito profundas. Esse projeto de “rotação oposta” vem sendo testado em fazendas de energia eólica desde os anos 1980, mas não se mostrou eficiente (em termos de geração de mais energia com menos vento) ao ar livre, acrescenta Grant.
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