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| EVOLUÇÃO CONSTANTE: Dois novos estudos mostram que as palavras usadas com menor freqüência estão sujeitas a mudar mais rapidamente com o tempo. |
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As palavras mais usadas na linguagem cotidiana são as que evoluem no ritmo mais lento, dizem dois novos estudos publicados na Nature.
Em um dos estudos, pesquisadores da Harvard University se concentraram na evolução das conjugações verbais da língua inglesa em um período de 1.200 anos. Em um estudo separado, uma equipe da University of Reading, na Inglaterra, analisou os cognatos (palavras com som semelhante em diferentes línguas para o mesmo objeto ou significado, como water, “água” em inglês, e a alemã wasser) para determinar como todas as línguas indo-européias progrediram a partir de uma ancestral comum que existiu entre 6 mil e 10 mil anos atrás.
“O que nosso efeito de freqüência nos permite fazer é identificar (...) elementos lingüísticos ultraconservados”, disse Mark Pagel, professor de biologia evolutiva em Reading, sobre sua pesquisa. “Em outras palavras, são as palavras que usamos o tempo todo.”
Na pesquisa sobre cognatos, Pagel e sua equipe examinaram cerca de 200 palavras em 87 línguas indo-européias, incluindo aquelas que significam water (água), two (dois), to die (morrer) e where (onde). O número de classes distintas de cognatos para cada palavra variou de um (indicando que todas as palavras soavam de forma semelhante) para conceitos usados com freqüência, como números, até 46 sons básicos diferentes para descrever uma mesma entidade, como um pássaro, por exemplo. A palavra para o número três em todas as línguas indo-européias, por exemplo, é semelhante à versão em inglês (three): de tres em espanhol e drei em alemão até theen em hindi. Em comparação, a palavra para bird (pássaro) apresenta vários sons diferentes associados a ela, como pajaro em espanhol e oiseau em francês. |