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Os pesquisadores então estreitaram seu foco para a freqüência de uso de cada uma das palavras em apenas quatro línguas indo-européias –inglês, espanhol, grego e russo. Pagel disse que a equipe descobriu que elas eram usadas com freqüência semelhante em todas as línguas, mesmo quando as palavras com mesmo significado não eram cognatas. “As palavras usadas com mais freqüência em espanhol são as mesmas usadas com mais freqüência em inglês”, ele disse. “Isso indicava que poderíamos chegar a uma freqüência de uso indo-européia.”
Combinando seus dados, os pesquisadores determinaram que poderia levar apenas 750 anos para a substituição de palavras menos usadas e até 10 mil anos para o surgimento de palavras para substituição das mais utilizadas.
Os pesquisadores de Harvard estudaram especificamente as raízes do inglês, traçando as conjugações verbais da língua da época de Beowulf, há 1.200 anos, passando por Shakespeare no século 16 e até sua forma atual. Ao longo dos anos, várias verbos no tempo passado desapareceram em inglês e agora somente uma forma persiste como regra: o acréscimo de “-ed” no final dos verbos. (Os verbos terminados em “-ed” quando conjugados no passado formam os “verbos regulares” no inglês moderno.)
Os pesquisadores reviraram textos gramaticais que datavam da época do inglês antigo, catalogando todos os verbos irregulares que encontraram. Entre eles estavam: os ainda irregulares sing / sang (cantar), go / went (ir) assim como o posteriormente regularizado smite (golpear, ferir, bater) que em inglês antigo era smote, mas se tornou smited, assim como slink (escapar), que agora é slinked, mas há 1.200 anos era slunk. Eles localizaram 177 verbos que eram irregulares em inglês antigo e 145 que ainda eram irregulares no inglês médio; atualmente, apenas 98 dos 177 verbos não foram “regularizados”. |