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Após calcular a freqüência de uso de cada um dos 177 verbos irregulares do inglês antigo, os pesquisadores determinaram que as palavras que evoluíram mais rapidamente para formas regulares de conjugação eram as usadas significativamente com menor freqüência do que aquelas que permaneceram inalteradas com o tempo. De fato, a análise estatística determinou que, dados dois verbos, se um fosse usado com uma freqüência 100 vezes menor que o outro, ele evoluiria 10 vezes mais rápido do que o verbo empregado com maior freqüência. Eles previram que o próximo verbo que entrará na linha será wed (casar), cujo passado será regularizado de wed para wedded.
“Por ser mais freqüente, um verbo é mais estável”, disse o co-autor do estudo, Erez Lieberman, estudante de pós-graduação em matemática aplicada na Harvard University. Ele acrescentou que os estudos tanto de Harvard quanto de Reading apresentavam uma versão da seleção natural que age na evolução lingüística e reflete a evolução biológica. “Ambos os estudos ilustram este efeito profundo que a freqüência exerce sobre a sobrevivência de uma palavra.”
Parth Niyogi, autor do livro The Computational Nature of Language Learning and Evolution e um professor de ciência da computação e estatística da University of Chicago, disse que esses resultados empíricos são consistentes com os modelos teóricos da evolução lexical. “As línguas estão mudando constantemente”, ele notou. “Na evolução biológica foi dada bastante atenção a este fato, mas isso está acontecendo nos idiomas o tempo todo. Darwin comentou (em “A Descendência do Homem”) que as línguas estavam evoluindo com o tempo, da mesma forma que a especiação.” |