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15 de setembro de 2009
Vasectomia não pode ser banalizada
A cirurgia para sua reversão ─ recanalização dos condutos deferentes ─ é mais complicada e trabalhosa que a vasectomia
 
Eduardo José Bernardino/iStockphoto
Um alerta aos homens jovens, especialmente na faixa de 18 a 24 anos: a vasectomia não pode se tornar uma cirurgia corriqueira. Visando desencorajar a esterilização precoce, o Conselho Federal de Medicina (CFM) acaba de baixar resolução com normas técnicas para a cirurgia de esterilização masculina.

Segundo o Conselho, o médico que se propuser a realizar este tipo de cirurgia terá de estar habilitado também para reverter o processo, pois o paciente pode se arrepender posteriormente e, em muitos casos, a reversão não será possível.

O conselheiro Edvard Araújo, coordenador da Comissão do Médico Jovem do CFM, alerta que "o percentual de insucessos é grande quando um homem pretende refazer sua capacidade de ser pai, por isso a vasectomia não pode se transformar em procedimento massificado".

Dados revelam que 17% se arrependem ao longo da vida, especialmente por alterações psicológicas e emocionais. Segundo Araújo, o ato médico de esterilização cirúrgica masculina "não é apenas um procedimento de esterilização, mas um ato mais complexo que exige cuidados não previstos em lei”. Daí a preocupação de que o médico que realizou a vasectomia esteja apto também a outros tipos de intercorrências e à reversão do procedimento.
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