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19 de novembro de 2007
Você é mentiroso? Pergunte a seu cérebro
Pesquisadores usam imageamento por ressonância magnética funcional para monitorar o fluxo sanguíneo e determinar se alguém está contando lorota
 
É tudo lorota? Um escâner de fMRI detecta alterações nas propriedades magnéticas do sangue, particularmente nas moléculas de hemoglobina nos glóbulos vermelhos, que exibem propriedades magnéticas diferentes dependendo da quantidade de oxigênio que contêm.
A simples possibilidade de ser interrogado – pelo pai ou pela mãe, pelo chefe ou outra pessoa importante – é suficiente para fazer com que a pressão sanguínea, o ritmo cardíaco e a respiração aumentem. Mas, ao contrário da sabedoria popular, esses sinais de ansiedade não são indicadores confiáveis da honestidade de alguém. É por isso que os pesquisadores estão se voltando para o cérebro para separar os mentirosos dos honestos.

O ato de mentir ou omitir a verdade desencadeia atividades no cérebro que mandam o sangue para o córtex pré-frontal (localizado logo acima das cavidades oculares), que controla vários processos psicológicos, incluindo aquele que ocorre quando uma pessoa inventa uma resposta. “Mentir é um exemplo desse tipo de resposta executiva, já que envolve reter uma resposta verdadeira”, explica Sean Spence, professor de psiquiatria adulta geral na University of Sheffield, na Inglaterra. “Quando você sabe a resposta para a pergunta, ela é automática; mas evitar dizer a verdade requer algo mais”.

Spence e seus colegas usaram a tecnologia do imageamento por ressonância magnética funcional (fMRI) para determinar se alguém não está dizendo a verdade ao monitorar o fluxo sanguíneo em certas áreas do cérebro, que indica mudanças na atividade neuronal nas sinapses. “Ao usar o fMRI, o escâner detecta alterações nas propriedades magnéticas do sangue”, ele afirma. Mais especificamente, as moléculas de hemoglobina nos glóbulos vermelhos exibem propriedades magnéticas diferentes dependendo da quantidade de oxigênio que contêm. As regiões mais ativas do cérebro usam – e, portanto, contêm – a maior parte do oxigênio.

O fMRI escaneia o corpo todo. O paciente fica completamente dentro da máquina que contém microfones, alto-falantes e um teclado que permite que ele se comunique com os pesquisadores. Os cientistas compararam imagens gravadas dos pacientes em repouso e aquelas realizadas depois que eles tiveram que responder a uma série de perguntas.
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