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05 de outubro de 2009
Zoo de Curitiba faz medicina preventiva
Animais buscam alimentos, “leem” revistas e ganham nova decoração nos recintos para evitar estresse e doenças
 
Divulgação
Lobo-Guará
Bob abre a caixa à sua frente onde estão barras de cereais e uma revista semanal, a qual folheia como se quisesse saber das novidades dos artistas do momento. Apolo encontra uma abóbora, que em menos de cinco minutos é destruída, e o seu recheio de carne rapidamente devorado.

Laís vai até uma árvore, depois a um arbusto em busca da origem de odores diferenciados, aos quais não está acostumada dentro do seu espaço. Bob, Apolo e Laís são respectivamente um chimpanzé, uma onça pintada macho e um lobo guará fêmea, moradores do Zoológico de Curitiba, que participam de um trabalho que envolve os cerca de 1400 animais expostos no local: o enriquecimento ambiental.

O programa tem por objetivo diminuir o nível de estresse dos animais, evitando efeitos colaterais como depressão, queda de resistência e de imunidade. “Os animais que ficam em cativeiro perdem características importantes, como a busca do alimento e o sentimento de preservação, que os mantêm alerta em tempo integral”, explica Manoel Lucas Javorouski, médico veterinário da Prefeitura de Curitiba e responsável pelo programa.

Em ambientes como os do Zoológico e do Passeio Público, também envolvido no projeto, médicos veterinários e biólogos buscam diariamente levar novos desafios aos animais. Num dia o alimento é entregue em horário diferente ao que ele está acostumado.
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