Reportagem
  
edição 86 - Julho 2009
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A longa e (incompleta) domesticação do gato
Descobertas genéticas e arqueológicas indicam que os gatos selvagens foram domesticados precocemente e em um local diferente do que se supunha
por Carlos A. Driscoll, Juliet Clutton-Brock, Andrew C. Kitchener e Stephen J. O’Brien
SALVAÇÃO DO GATO SELVAGEM ESCOCÊS
A espécie escocesa, representante do gato selvagem europeu do norte, adaptada às condições ambientais e climáticas muito diversas daquelas em que vivem as outras espécies, se encontra criticamente ameaçada, devido ao cruzamento com gatos domésticos livres. De acordo com a última estimativa, talvez restem apenas 400 gatos selvagens escoceses puros. Porém, separar os felinos escoceses dos gatos híbridos e domésticos é uma tarefa desafiadora, pois eles são muito semelhantes. Com esse propósito, os autores recentemente descobriram uma assinatura genética única do gato selvagem escocês, que permite a identificação precisa. Esse processo facilitará enormemente a implantação da proteção legal desse animal.
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Carlos A. Driscoll, Juliet Clutton-Brock, Andrew C. Kitchener e Stephen J. O’Brien Carlos A. Driscoll faz parte da equipe da Unidade de Pesquisa sobre a Preservação de Animais Selvagens da University of Oxford e do Laboratório de Diversidade Genômica do National Cancer Institute (NCI). Em 2007, publicou a primeira árvore genealógica, com base no DNA, do Felis silvestris, a espécie à qual pertence o gato doméstico. Juliet Clutton-Brock, fundadora do International Council for Archaeozoology, é pioneira no estudo da domesticação e dos primórdios da agricultura. Andrew C. Kitchener é o curador principal de mamíferos e aves do National Museums of Scotland, onde estuda a variação geográfica e a hibridação dos mamíferos e aves. Stephen J. O’Brien é chefe do Laboratório de Diversidade Genômica do NCI. Estudou a genética de guepardos, leões, orangotangos, pandas, baleias jubartes e do HIV. Este é seu quinto artigo para a SCIENTIFIC AMERICAN.
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