Reportagem
  
edição 74 - Julho 2008
« 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 »
A neurobiologia da confiança
Nossa propensão a acreditar em estranhos tem relação direta com a presença de uma pequena molécula no cérebro, a oxitocina. Levantamento internacional revela que os brasileiros são os que confiam menos
por Paul J. Zak
OXITOCINA E GENEROSIDADE
Imagine se lhe pedissem para dividir uma aposta de US$ 10 com um estranho. Se o estranho aceitar a sua oferta, vocês dois serão pagos; mas se ele recusá-la, vocês dois não recebem nada. O que você ofereceria? E se você recebesse uma oferta, qual seria o valor mínimo que aceitaria? Esse jogo pode ser usado para medir a generosidade – definida como oferecer a alguém mais que ele/ela precisa.

Um estudo recente, conduzido pelo laboratório do autor, mostrou que indivíduos que receberam uma dose de oxitocina inalada fizeram ofertas 80% superiores que as feitas pelos que receberam um placebo. Além disso, sujeitos que receberam oxitocina não pediram mais dinheiro do que era oferecido. Esses resultados sugerem que oxitocina amplifica nossa empatia por outros e motiva um desejo de ajudá-los.
« 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 »
MULTIMÍDIA:Veja animação complementar à matéria com os seguintes tópicos: Experimentos com Oxitocina, Neurobiologia básica e Pesquisa internacional.
Paul J. Zak é diretor-fundador e professor de economia do Centro de Estudos em Neuroeconomia da Claremont Graduate University. Zak também leciona neurologia clínica no Centro Médico da Loma Linda University. Ele é Ph.D. em economia pela University of Pennsylvania e pós-doutorando em neuroimagem pela Harvard University. Seu livro recente, Moral markets: the critical role of values in the economy, foi publicado pela Princeton University Press, este ano.
Veja aqui todas as reportagens publicadas neste site!