Reportagem
edição 87 - Agosto 2009
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A trilha de sangue do marfim
A brutal matança de elefantes africanos para retirada de marfim está pior agora que na década de 80. Novas ferramentas de investigação forense, baseadas na análise de DNA, podem denunciar os grupos criminosos por trás desse comércio violento
por Samuel K. Wasser, Bill Clark, Cathy Laurie, Celia Mailand e Matthew Stephens
[FERRAMENTA DE RASTREAMENTO] - IMPRESSÃO DIGITAL DO DNA
JEN CHRISTIANSEN (ILUSTRAÇÃO)NASA/THE VISIBLE EARTH (MAPA-BASE)
OS PESQUISADORES podem rastrear o marfim roubado de uma população de elefantes, em particular, usando a impressão digital de DNA, uma técnica que analisa sequências de DNA conhecidas como microssatélites.

O BÁSICO DOS MICROSSATÉLITES
Um microssatélite é uma tira de DNA composta por repetições de uma sequência curta de nucleotídeos, ou código de letras.

CÓDIGO DE REPETIÇÃO
Os microssatélites aparecem em partes do genoma aparentemente sem nenhuma função, portanto, o número de repetições pode mudar sem afetar a saúde do organismo. Dessa forma, as mutações tendem a se acumular rapidamente, e os elefantes de populações próximas podem ter comprimentos diferentes de microssatélites. Essas diferenças podem ajudar a distinguir uma população de outra.

O RASTREAMENTO DO MARFIM
Os pesquisadores criam um mapa de referência de impressões digitais de DNA em toda a África, examinando os comprimentos dos diferentes microssatélites de vários indivíduos em locais conhecidos. Depois, quando surge uma presa de marfim desconhecida, eles podem comparar a impressão digital do DNA no mapa das impressões digitais conhecidas de DNA para identificar sua origem aproximada.
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Samuel K. Wasser, Bill Clark, Cathy Laurie, Celia Mailand e Matthew Stephens Samuel K. Wasser é professor de biologia e diretor do Center for Conservation Biology da University of Washington. Ele criou e vem coordenando os projetos forenses de DNA do marfi m. Bill Clark é diretor do Grupo de Trabalho da Interpol sobre Crimes contra a Vida Selvagem e funcionário da Secretaria da Natureza e dos Parques do governo israelense. Conduziu a aplicação desses métodos forenses em investigações criminais. Cathy Laurie, geneticista estatística da University of Washington, fez a análise estatística dos confiscos de Taiwan e Hong Kong. Duas outras pessoas contribuíram significativamente para o trabalho. Celia Mailand, pesquisadora científica do Center for Conservation Biology, que fez todas as análises de laboratório de DNA. Matthew Stephens, professor de genética humana e estatística da University of Chicago, desenvolveu toda a metodologia estatística e os programas usados nos projetos.
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