Reportagem
edição 87 - Agosto 2009
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A trilha de sangue do marfim
A brutal matança de elefantes africanos para retirada de marfim está pior agora que na década de 80. Novas ferramentas de investigação forense, baseadas na análise de DNA, podem denunciar os grupos criminosos por trás desse comércio violento
por Samuel K. Wasser, Bill Clark, Cathy Laurie, Celia Mailand e Matthew Stephens
QUANTOS ELEFANTES ESTÃO SENDO MORTOS?
A caça ilegal desmedida no período entre 1979 e 1989 reduziu a população de elefantes em toda a África de 1,3 milhão para menos que 600 mil animais, uma perda de 7,4% por ano. Vamos rapidamente para 2006, e o comércio ilegal de marfim já subiu novamente a patamares inesperados. Entre agosto de 2005 e agosto de 2006, as autoridades confiscaram mais de 25 toneladas de marfim. A alfândega calcula, em geral, que uma taxa de confisco de contrabando de 10% para “produtos em geral” é bem-sucedida, portanto os autores calculam que mais de 250 toneladas de marfim foram contrabandeadas naquele ano. Usando a estimativa comumente aceita de 6,6 kg de marfim por elefante, concluíram que 38 mil elefantes – 8% da população total do paquiderme em toda a África – vêm sendo dizimados anualmente.
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Samuel K. Wasser, Bill Clark, Cathy Laurie, Celia Mailand e Matthew Stephens Samuel K. Wasser é professor de biologia e diretor do Center for Conservation Biology da University of Washington. Ele criou e vem coordenando os projetos forenses de DNA do marfi m. Bill Clark é diretor do Grupo de Trabalho da Interpol sobre Crimes contra a Vida Selvagem e funcionário da Secretaria da Natureza e dos Parques do governo israelense. Conduziu a aplicação desses métodos forenses em investigações criminais. Cathy Laurie, geneticista estatística da University of Washington, fez a análise estatística dos confiscos de Taiwan e Hong Kong. Duas outras pessoas contribuíram significativamente para o trabalho. Celia Mailand, pesquisadora científica do Center for Conservation Biology, que fez todas as análises de laboratório de DNA. Matthew Stephens, professor de genética humana e estatística da University of Chicago, desenvolveu toda a metodologia estatística e os programas usados nos projetos.
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