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Reportagem |
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| edição 20 - Janeiro 2004 |
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| Ambiguidades que limitam uma definição de raça |
| O conceito de raça não se sustenta se for definido como grupos geneticamente distintos. |
| por Michael J. Bamshad e Steve E. Olson |
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fotoilustrações de Nancy Burson |
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Os pesquisadores podem usar informações genéticas para reunir pessoas em grupos com relevância terapêutica. Nas ruas de qualquer cidade grande podemos ver uma amostra da variedade aparente da humanidade: tons de pele que vão do leite claro ao marrom escuro; texturas de cabelo variadas, desde as finas e lisas até as grossas e crespas. As pessoas usam freqüentemente características físicas como essas - juntamente com a área de origem geográfica e a cultura compartilhada - para agruparem a si mesmas e a outras em "raças". Mas qual é, do ponto de vista biológico, a validade do conceito de raça? As características físicas transmitem alguma informação confiável sobre a constituição genética da pessoa, para além da indicação de que a ela possui os genes associados a olhos azuis ou cabelos enrolados? |
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| Michael J. Bamshad e Steve E. Olson Michael J. Bamshad, geneticista da University of Utah School of Medicine, estuda a genética das populações para entender melhor a história humana e as origens das doenças. Steve E. Olson, escritor que vive em Washington, D.C., é autor de Mapping Human History: Genes, Race and Our Common Origins, indicado para o National Book Award de 2002. Eles se encontraram durante a redação de Mapping Human History e, desde então, trabalham juntos para explorar e explicar os padrões de variação genética humana em todo o mundo |
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