Reportagem
  
edição 84 - Maio 2009
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Campos silenciosos
Um conjunto de fatos ainda não dimensionados, mas que deve incluir de ácaros a vírus, e pesticidas agrícolas, está diminuindo a sonoridade do vôo de abelhas e outros polinizadores, produzindo um efeito que os pesquisadores estão chamando de distúrbio do colapso de abelhas
por Diana Cox-Foster e Dennis VanEngelsdorp
CURIOSIDADES
- Estima-se que haja de 900 a mil apicultores comerciais nos Estados Unidos, com o manejo de 2,4 milhões de colônias.

- Mais de 100 tipos de culturas requerem a polinização de abelhas. O valor anual do trabalho das melíferas é de US$ 14 bilhões nos Estados Unidos e de US$ 215 bilhões no mundo todo.

- Em fevereiro passado, praticamente todas as colméias migratórias dos Estados Unidos foram levadas à Califórnia para polinizar as amendoeiras.

- Mesmo antes do CCD, as abelhas desapareceram totalmente em certas regiões da China, talvez devido ao uso de pesticidas, forçando os donos de pomares a polinizar as árvores manualmente.
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Diana Cox-Foster e Dennis VanEngelsdorp Diana Cox-Foster é professora de entomologia da Pennsylvania State University e co-diretora do grupo de trabalho sobre o distúrbio de colapso das colônias, composto de especialistas governamentais e acadêmicos. A pesquisa se concentra nas interações de patógenos hospedeiros. Cox atribui sua afinidade com as abelhas à sua bisavó, que foi apicultora comercial no Colorado, no início do século 20. A paixão de Dennis VanEngelsdorp pelas abelhas começou em um curso de graduação na University of Guelph, em Ontário, que o levou a vários projetos na região do Caribe e às funções acumuladas de apicultor na Pensilvânia e professor associado do departamento de entomologia da Pennsylvania State University.
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