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Reportagem |
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| edição 84 - Maio 2009 |
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| Campos silenciosos |
| Um conjunto de fatos ainda não dimensionados, mas que deve incluir de ácaros a vírus, e pesticidas agrícolas, está diminuindo a sonoridade do vôo de abelhas e outros polinizadores, produzindo um efeito que os pesquisadores estão chamando de distúrbio do colapso de abelhas |
| por Diana Cox-Foster e Dennis VanEngelsdorp |
| Polinizadores silvestres também adoecem |
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DERRICK DITCHBURN WWW.DEREILANATUREINN.CA |
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| Mamangaba |
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As abelhas não são os únicos polinizadores a sofrer queda de população nos últimos anos. O Conselho Nacional de Pesquisa (NCR) dos Estados Unidos registrou que em 2006 houve tendência ao declínio de certas espécies de polinizadores silvestres no país, incluindo alguns insetos, mas também de morcegos e beija-flores. Essas espécies podem estar sendo atingidas por alguns dos desequilíbrios produzidos pelo homem, que tornam as abelhas vulneráveis ao CCD, como a introdução de novas doenças, o envenenamento por pesticidas e o empobrecimento de habitats, segundo o estudo da destacada autora, a entomologista May Berenbaum da University of Illinois.
Por exemplo, o Bombus occidentalis, uma mamangaba, desapareceu de uma região que vai da Califórnia à Colúmbia Britânica, provavelmente dizimada pela Nosema bombi, um microorganismo fúngico unicelular, segundo o trabalho de Robbin Thorp, entomologista da Davis, University of California. Ele avalia que o fungo pode ter se espalhado devido às mamangabas européias, que os agricultores americanos importaram para auxiliar na polinização de tomates e outras culturas em estufas.
Um estudo mais recente, publicado na Biological Conservation de janeiro, analisou dados históricos de Illinois e descobriu que quatro espécies locais de mamangabas desapareceram entre 1940 e 1960 – período que coincidiu com a intensificação da agricultura de larga escala no estado, com a conseqüente perda de habitats de pradarias, florestas e brejos.
A diminuição das poucas espécies de morcegos e beija-flores polinizadores – a ponto de os morcegos estarem em risco de extinção – pode estar relacionada a mudanças no habitat. Muitas migram para o México no inverno e os biólogos pressionam para conseguir a preservação de “corredores de néctar” – pastos apícolas –, onde os animais podem encontrar fl ores ao longo de suas rotas de migração.
Porém, de acordo com o NCR, os biólogos conseguem monitorar apenas algumas espécies (estimam-se 200 mil no mundo), e não se sabe muito sobre o estado de saúde da maioria. Várias colaborações são feitas pela internet, com a ajuda de cientistas-cidadãos. Os voluntários fotografam os polinizadores e os colocaram na rede, possibilitando aos pesquisadores identificar as espécies e registrar a sua localização.
Em 2008, pela primeira vez, o Congresso americano modificou a política agrícola, incluindo medidas protetoras para a polinização e reservando áreas de conservação, onde as flores silvestres podem crescer e fornecer néctar. Segundo Berenbaum, “foi realmente um marco”. —Davide Castelvecchi, da equipe de redatores |
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| Diana Cox-Foster e Dennis VanEngelsdorp Diana Cox-Foster é professora de entomologia da Pennsylvania State University e co-diretora do grupo de trabalho sobre o distúrbio de colapso das colônias, composto de especialistas governamentais e acadêmicos. A pesquisa se concentra nas interações de patógenos hospedeiros. Cox atribui sua afinidade com as abelhas à sua bisavó, que foi apicultora comercial no Colorado, no início do século 20. A paixão de Dennis VanEngelsdorp pelas abelhas começou em um curso de graduação na University of Guelph, em Ontário, que o levou a vários projetos na região do Caribe e às funções acumuladas de apicultor na Pensilvânia e professor associado do departamento de entomologia da Pennsylvania State University. |
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