Reportagem
  
edição 81 - Fevereiro 2009
Ciência no Spore
Jogo de computador ilustra diferenças entre construir criaturas simuladas e seleção natural, na vida real
por Ed Regis
MATT COLLINS
Quando Will Wright estava desenvolvendo Spore – o mais aclamado jogo de computador de sua autoria –, entrevistou vários biólogos especialistas em evolução. Perguntou a eles como a Natureza havia criado o que ele tentava simular no jogo –, basicamente o desenvolvimento de estágios precursores da vida e de sua evolução. Alguns cartazes de propaganda do jogo exibiam o slogan “A evolução começa em Spore.com”. Entre os cientistas consultados estavam Michael Levine, geneticista da University of California, em Berkeley, Neil H. Shubin, paleontólogo da University of Chicago, e Hansell Stedman, cirurgião da University of Pennsylvania School of Medicine.

Todos os pesquisadores que testaram o Spore, o consideraram relativamente bem-sucedido ao replicar as etapas básicas da evolução pela seleção natural. No ponto de vista positivo, no jogo e no mundo real, há uma competição entre os seres: a “luta pela existência” bem conhecida de Darwin. Em ambos os casos, o mais adaptado sobrevive e o menos preparado acaba perecendo, reforçando o princípio básico da evolução, da sobrevivência do mais bem adaptado. No jogo e na vida real, seres simples evoluem para outros mais complexos, um padrão comum, embora não um aspecto inevitável da evolução darwiniana. Além disso, tanto no Spore quanto na Natureza, formas de vida tendem a ser bilateralmente simétricas, mesmo quando ocorrem exceções nos seres da vida real, como em amebas e em alguns organismos unicelulares do Spore.
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Ed Regis Escreveu sete livros sobre ciência, incluindo o recente What is life: investigating the nature of life in the age of synthetic biology, sobre a tentativa de construir uma célula viva artificial. Ele e a esposa vivem nas montanhas de Maryland.
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