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Reportagem

Cinco tarefas para a exploração do Sistema Solar

Alasca e o Yukon
1. Monitorar o clima da Terra

* Financiar os 17 novos satélites propostos pelo National Research Council dos Estados Unidos.

O painel do NRC pediu a recuperação do orçamento perdido (a NASA transferiu US$ 600 milhões, ao longo de cinco anos, do orçamento de ciências da Terra para o ônibus e a estação espaciais), que pagaria por 17 novas missões ao longo da próxima década, como aquelas para a observação das calotas polares e dos níveis de dióxido de carbono – essenciais para previsão das mudanças climáticas e seus efeitos. A venerável série Landsat, que monitora a superfície desde 1972, não está funcionando direito há anos, e o Departamento de Agricultura dos EUA foi obrigado a comprar dados de satélites indianos para monitorar a produtividade agrícola.

* Fundar uma agência climática

“Há o problema fundamental de ninguém estar encarregado do monitoramento do clima”, disse o climatologista Drew Shindell, do Goddard Institute for Space Studies da NASA. Ele e outros cientistas sugeriram que os vários programas climáticos do governo americano sejam reunidos em uma única agência.

Imagem do LANDSAT 7, obtida em vários comprimentos de onda, mostra incêndios no Alasca e no Yukon em 2004. Uma falha em 2003 comprometeu o satélite e todo o programa sofre com a falta de verbas há mais de uma década.
Geleira Byrd, Antártida
1. Monitorar o clima da Terra

* Financiar os 17 novos satélites propostos pelo National Research Council dos Estados Unidos.

O painel do NRC pediu a recuperação do orçamento perdido (a NASA transferiu US$ 600 milhões, ao longo de cinco anos, do orçamento de ciências da Terra para o ônibus e a estação espaciais), que pagaria por 17 novas missões ao longo da próxima década, como aquelas para a observação das calotas polares e dos níveis de dióxido de carbono – essenciais para previsão das mudanças climáticas e seus efeitos. A venerável série Landsat, que monitora a superfície desde 1972, não está funcionando direito há anos, e o Departamento de Agricultura dos EUA foi obrigado a comprar dados de satélites indianos para monitorar a produtividade agrícola.

* Fundar uma agência climática

“Há o problema fundamental de ninguém estar encarregado do monitoramento do clima”, disse o climatologista Drew Shindell, do Goddard Institute for Space Studies da NASA. Ele e outros cientistas sugeriram que os vários programas climáticos do governo americano sejam reunidos em uma única agência.

O painel do NRC pediu a restauração do orçamento perdido, que pagaria por 17 novas missões, como as para controle das placas de gelo e dos níveis de CO2 – essenciais para a previsão das mudanças climáticas.

A Geleira Byrd é uma corrente de gelo sobre rocha de 160 km de extensão e 24 km de largura, localizada no sul da Antártida.
1. Monitorar o clima da Terra

* Financiar os 17 novos satélites propostos pelo National Research Council dos Estados Unidos.

O painel do NRC pediu a recuperação do orçamento perdido (a NASA transferiu US$ 600 milhões, ao longo de cinco anos, do orçamento de ciências da Terra para o ônibus e a estação espaciais), que pagaria por 17 novas missões ao longo da próxima década, como aquelas para a observação das calotas polares e dos níveis de dióxido de carbono – essenciais para previsão das mudanças climáticas e seus efeitos. A venerável série Landsat, que monitora a superfície desde 1972, não está funcionando direito há anos, e o Departamento de Agricultura dos EUA foi obrigado a comprar dados de satélites indianos para monitorar a produtividade agrícola.

* Fundar uma agência climática

“Há o problema fundamental de ninguém estar encarregado do monitoramento do clima”, disse o climatologista Drew Shindell, do Goddard Institute for Space Studies da NASA. Ele e outros cientistas sugeriram que os vários programas climáticos do governo americano sejam reunidos em uma única agência.

O painel do NRC pediu pela restauração do orçamento perdido, que pagaria por 17 novas missões, como as para controle das placas de gelo e dos níveis de CO2 – essenciais para previsão das mudanças climáticas.

Ao longo da costa oeste da Groenlândia, um pequeno grupo de geleiras cerca a Baía de Baffin.
Pat Rawlings & Faisal Ali/SAIC
Rebocador de Asteróide
2. Desenvolver uma defesa antiasteróide

* Ampliar a busca de asteróides para incluir corpos menores

Segundo análise da NASA, a busca por corpos de 100 a 1.000 metros poderia ser colocada a cargo do Grande Telescópio de Pesquisa Sinóptica, um instrumento no qual um consórcio de astrônomos e empresas (entre elas o Google) está trabalhando para esquadrinhar o céu em busca de qualquer coisa que se mova.

* Desviar um asteróide de forma controlada

O Painel Consultivo da Missão para Objetos Próximos da Terra, da ESA, em 2004, recomendou fazer um teste conhecido como Dom Quixote. A missão de US$ 400 milhões dispararia um projétil de 400 kg contra um asteróide para ver o que acontece.

* Desenvolver um sistema oficial para a avaliação de ameaças potenciais

Uma espaçonave ‘rebocadora’ poderia ser capaz de desviar um asteróide. Para desviar um asteróide a uma medida de um raio da Terra, seria preciso mudar sua velocidade em um milímetro por segundo, com uma década de antecipação, seja atingindo-o, explodindo-o com uma bomba nuclear, empurrando-o, ou rebocando-o gravitacionalmente.
Animação de Phil Saunders e Ron Miller
Viagem de balão sobre Titã
3. Procurar vida fora da Terra

* Obter uma amostra marciana

A maior prioridade para a maioria dos cientistas planetários é fazer com que algumas rochas e amostras de solo marcianas sejam trazidas para a Terra para análise. Mesmo uma pequena quantidade contribuiria muito para revelar a história do planeta. O próximo passo da agência é o Mars Science Laboratory (MSL) de US$ 1,5 bilhão, uma sonda-robô do tamanho de um carro que deverá ser lançada no final de 2009.

* Preparar um retorno à Europa e, depois, Titã

Um balão de ar quente é ideal para sobrevoar em volta de Titã. Uma fonte de energia de plutônio emite calor suficiente para um balão de 12 metros, transportando 160 kg de instrumentos e viajando a uma altitude de 10 km.

A atmosfera de Titã, semelhante à da Terra, permite o uso de um balão de ar quente, que poderia descer de vez em quando para recolher algumas rochas e amostras de solo. O objetivo, explica Jonathan Lunine, da University of Arizona, seria “analisar a composição da superfície para ver se há tendências sistemáticas que possam sugerir um início de auto-organização, que é como a maioria das pessoas que estudam a origem da vida acha que ela teve início na Terra”.
Cratera de Aitken, no pólo sul da Lua
4. Explicar a gênese planetária

* Trazer amostras do núcleo de um cometa, da Lua e de Vênus

Cientistas interessados na gênese planetária querem uma continuidade para a missão Stardust, que trouxe amostras da cabeleira de poeira que cerca o núcleo sólido de um cometa. Segundo Donald Brownlee, da University of Washington, “a Stardust mostrou que os cometas são excelentes coletores de materiais dos primórdios do Sistema Solar. Estes materiais ficaram guardados no gelo desde a formação do Sistema Solar. A Stardust encontrou coisas fabulosas do Sistema Solar interno, de fontes extra-solares e até mesmo, talvez, de objetos rebaixados como Plutão, mas a amostra é limitada”.

A Lua da Terra é outro destino para cosmo-arqueologia. Há muitos anos, ela tem sido a pedra de Rosetta para se compreender o histórico dos impactos nos primórdios do Sistema Solar, ligando as idades relativas fornecidas pela contagem das crateras com as datações absolutas das amostras da Apollo e Luna russa. Mas as naves que pousaram nos anos 60 se limitaram a uma faixa restrita de terreno. Elas não chegaram à bacia de Aitkin, uma cratera do tamanho de um continente no pólo sul, cuja idade pode indicar quando a formação do planeta realmente acabou.

Uma curiosidade do Sistema Solar é que os asteróides do principal cinturão aparentemente se formaram antes de Marte, que por sua vez se formou antes da Terra – sugerindo que uma onda de formação planetária avançou de fora para dentro. Mas será que Vênus se enquadra nessa progressão? “Simplesmente não há informação”, afirma o especialista em formação planetária Doug Li, da University of Califórnia em Santa Cruz. Vênus não é exatamente o ambiente mais amistoso para um veículo pousar. Um painel do NRC em 2002 recomendou o envio de um balão, que poderia descer apenas tempo suficiente para coletar amostras e então partir para uma altitude mais fria para analisá-las ou enviá-las para a Terra.
Animação de Phil Saunders e Ron Miller
Navegando Sobre Europa
5. Ir além do Sistema Solar

* Iniciar o desenvolvimento e teste de tecnologia para uma viagem interestelar

Enviar uma espaçonave a centenas de unidades astronômicas de distância dentro do tempo de vida de um pesquisador (e da fonte de energia de plutônio) significaria acelerá-la a uma velocidade de 15 UA por ano. As opções se resumem a espaçonaves grandes, médias e pequenas – propelidas, respectivamente, por um propulsor de íons alimentado por um reator nuclear, um propulsor de íons impulsionado por geradores de plutônio ou uma vela solar.

A vela solar é um grande espelho (geralmente de mylar) que captura a força cinética da luz do Sol. Uma sonda interestelar precisa de uma vela com densidade de uma grama por metro quadrado.
Veja uma apresentação interativa das cinco tarefas
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