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Reportagem |
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| edição 39 - Agosto 2005 |
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| Como os dinossauros ficaram tão grandes - e tão pequenos. |
| Ossos dos animais pré-históricos contam sua biografia, revelando metabolismo e crescimento rápidos. |
| por John R. Horner, Kevin Padian e Armand de Ricqlés |
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Mark Hallett |
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| Um dos maiores dinossauros, o Brachiosaurus atingia a idade adulta em menos de 20 anos e o Macroraptor , do tamanho de uma galinha, em muito menos tempo que isso. |
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A maioria das pessoas consegue ficar em pé embaixo da mandíbula de um Tyrannosaurus rex montado, ou andar sob a caixa torácica de um Brachiosaurus sem bater a cabeça.
O T. rex é tão grande quanto o maior elefante africano, e o Brachiosaurus, como todos os outros saurópodes, era muito maior que qualquer animal terrestre de hoje em dia. Estamos tão acostumados ao tamanho dos dinossauros que quase nos esquecemos de pensar em como eles se tornaram tão grandes. Quanto tempo levava para isso acontecer, e quanto tempo eles viviam? A forma como eles cresciam pode nos dizer algo sobre a maneira como seus corpos funcionavam?
Até recentemente, nós não tínhamos como medir a idade de um dinossauro. Os paleontólogos assumiam que, já que os dinossauros eram répteis, eles provavelmente cresciam como os répteis crescem hoje - ou seja, lentamente. De acordo com esse raciocínio, dinossauros grandes devem ter sido animais muito velhos, mas ninguém sabia quanto, porque nenhum réptil existente hoje chega perto do tamanho de um dinossauro.
Essa atitude pode ser em grande parte atribuída ao paleontólogo inglês sir Richard Owen. Quando ele batizou os Dinosauria, em 1842, estava nomeando um grupo muito pequeno e pouco conhecido de répteis grandes e incomuns. Owen ressaltou que eles eram também animais terrestres, diferentemente dos ictiossauros e plesiossauros marinhos, conhecidos desde os anos 1800. Eles tinham cinco vértebras conectadas aos ossos da bacia, não duas, como os répteis existentes hoje. Além disso, mantinham seus membros sob o corpo, não projetados para os lados.
Apesar dessas diferenças, argumentou Owen, as características anatômicas dos ossos - forma, juntas e locais de inserção dos músculos - mostravam que se tratava de répteis. Então, eles deveriam ter tido uma fisiologia reptiliana - ou seja, um metabolismo lento e de "sangue frio". A imagem colou, e até a década de 1960 os dinossauros eram retratados como animais lentos e pesadões, que cresciam vagarosamente até tamanhos gigantescos.
Contudo, evidências para as idades dos dinossauros e, portanto, para como eles devem ter crescido estavam lá o tempo todo, trancadas dentro dos próprios ossos. Embora os paleontólogos soubessem havia muitos anos que os ossos dos dinossauros contêm linhas de crescimento semelhantes aos anéis concêntricos que vemos em árvores, foi só na segunda metade do século 20 que eles começaram a usar essas linhas de crescimento e outras estruturas dentro dos ossos para entender como esses animais extintos cresciam de fato. |
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| John R. Horner, Kevin Padian e Armand de Ricqlés Trabalham juntos há 12 anos pesquisando ossos de dinossauro. Horner é curador de paleontologia do Museu das Rochosas e professor da Universidade do Estado de Montana. Padian é professor de biologia integrativa e curador do Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia em Berkeley. De Ricqlés é professor de biologia histórica e evolutiva do Collège de France, em Paris. |
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