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Reportagem |
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| edição 33 - Fevereiro 2005 |
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| Computadores com desconfiômetro |
| Com suas interrupções grosseiras e impensadas, os dispositivos digitais exigem cada vez mais a nossa atenção. Pesquisadores estão testando PCs, telefones e carros que percebem quando seus donos estão ocupados e não os incomodam o tempo todo |
| por W. Wayt Gibbs |
"A sua bateria esta carregada", anunciou o laptop a seu dono, Donald A. Norman, com o que parecia ser uma pontinha de orgulho em sua voz sintética.
Norman, grande defensor da idéia de que os computadores deveriam ser programados com "emoções", normalmente sorriria diante da frase. Mas acabou corando de vergonha. Ele tinha acabado de falar em uma conferência de cientistas cognitivos e especialistas em computação, e seu Powerbook ainda estava ligado ao sistema de som. Muita gente riu da gafe automatizada, mas o coordenador da mesa-redonda lançou a Norman um olhar não muito simpático.
Todo mundo já viveu uma situação parecida. É o celular que toca no cinema, o laptop que dispara protetores de tela no meio de apresentações, o aviso "Você tem 5 novas mensagens" que atrapalha nossa linha de raciocínio.
É claro que as distrações e o desafio de lidar com várias tarefas ao mesmo tempo não têm nada de novo. "Uma vida complicada, constantemente interrompida por pedidos de atenção, é tão antiga quanto a procriação", ri Ted Selker, do Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). |
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