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Reportagem |
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| edição 70 - Março 2008 |
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| Contra os Mendelianos - Entrevista com Michael Wigler |
| Ao analisar grandes eventos genéticos, Michael Wigler desenvolveu uma teoria unificada sobre o autismo que traz nova luz ao assunto |
| por Nikhil Swaminathan |
Quando Michael Wigler percebeu que os pesquisadores estavam usando métodos de genética clássica para tentar “chegar ao fundo” do autismo, decidiu conduzir seu trabalho de uma maneira diferente. Ao analisar como grandes acontecimentos genéticos, ele desenvolveu uma teoria unificada sobre o autismo que traz nova luz ao assunto.
A busca por polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs) – substituições, subtrações ou acréscimos de uma única base ao longo do código genético – associados ao autismo resultou em poucas novidades sobre os traços genéticos do distúrbio. Recorrendo a seu trabalho sobre o câncer, Michael Wigler achou que analisar eventos maiores – especificamente variações do número de cópias, em que grandes segmentos de DNA são duplicados ou suprimidos – que se manifestassem espontaneamente em uma criança (sem aparecer em um dos pais) poderia ajudar a revitalizar esse campo de pesquisa. Em um estudo publicado em março do ano passado na Science, ele e seus colegas demonstraram que esses rearranjos genéticos maiores poderiam ser responsáveis por 30% dos casos de autismo. Após esse trabalho, em julho ele divulgou um segundo artigo, publicado na Proceedings of the National Academy of Science USA, que apresentava uma teoria unificada para a genética do autismo, atribuindo 75% do transtorno à mutação espontânea.
Para a matéria Contra os mendelianos, publicada em março de 2008 na SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL, Nikhil Swaminathan conversou com Wigler sobre a recepção por parte da comunidade científica, a origem de suas idéias e o impacto que ele espera provocar com essa polêmica teoria. A seguir, a entrevista completa. |
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