Reportagem
  
edição 69 - Fevereiro 2008
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Controvérsias sobre o flúor
Pesquisas recentes sugerem que o tratamento da cárie com fluoreto em excesso pode ser perigoso
por Dan Fagin
[TENDÊNCIAS] ÍNDICES DE FLUORETAÇÃO
LUCY READING-IKKANDA
A fluoretação da água espalhou-se pelos Estados Unidos desde a introdução em 1945. Em 2002, o ano mais recente com dados disponíveis, os americanos que receberam água fluoretada representaram 67% de todas as pessoas abastecidas pelos sistemas de água públicos e 59% do total da população. A fluoretação da água prevalece nos distritos de Colúmbia (100%) e Kentucky (99,6%); sendo menos comum no Havaí (8,6%) e em Utah (2,2%). No Brasil, de um total de 5.507 municípios, 2.466 recebem água fluoretada, atendendo a 53% da população, equivalente a 100 milhões de pessoas. A primeira cidade brasileira a receber água tratada com flúor foi Baixo Guandu (ES), em 1953, para diminuir a incidência de cáries, principalmente entre as crianças.
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Dan Fagin é professor associado de jornalismo e diretor do Science, Health and Environmental Reporting Program da New York University. Escreve sobre ciências e questão ambiental para o Newsday. Seus artigos sobre epidemiologia do câncer venceram o prêmio de Jornalismo Científico da AAAS em 2003. Fagin é co-autor do livro Toxic deception (Common Courage Press, 1999) e está trabalhando num livro sobre interações entre gene e ambiente e agrupamentos de casos de câncer infantil em Toms River, Nova Jersey.
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