Reportagem
  
edição 69 - Fevereiro 2008
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Controvérsias sobre o flúor
Pesquisas recentes sugerem que o tratamento da cárie com fluoreto em excesso pode ser perigoso
por Dan Fagin
[EFEITO NOS DENTES] PROTEÇÃO CONTRA CÁRIES
ANDREW SWIFT
O papel dos fluoretos no combate às cáries tem suas raízes no poder de atração dos íons flúor ao esmalte, a camada dura e branca que recobre os dentes.

Sem fluoreto
O mineral primário do esmalte é a hidroxiapatita, cristal composto de cálcio, fósforo, hidrogênio e oxigênio. Quando restos alimentares se depositam entre os dentes, as bactérias consomem o açúcar e excretam ácido lático, que pode abaixar o pH da boca o suficiente para dissolver a hidroxiapatita. Se a taxa de dissolução é mais rápida do que a taxa de remineralização – a deposição de íons cálcio e fosfato no esmalte, a partir da saliva –, então as cáries se formarão nos dentes.

Com fluoreto
A aplicação local de fluoreto nos dentes tem dois efeitos. Primeiro, os íons flúor substituem alguns dos grupos hidroxila das moléculas de hidroxiapatita, criando cristais de fluorapatita, que são um pouco mais resistentes ao ácido excretado pelas bactérias. Segundo, o fluoreto na superfície dos dentes serve como catalisador que intensifica a deposição de cálcio e fosfato, remineralizando o esmalte danificado e combatendo a cárie.
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Dan Fagin é professor associado de jornalismo e diretor do Science, Health and Environmental Reporting Program da New York University. Escreve sobre ciências e questão ambiental para o Newsday. Seus artigos sobre epidemiologia do câncer venceram o prêmio de Jornalismo Científico da AAAS em 2003. Fagin é co-autor do livro Toxic deception (Common Courage Press, 1999) e está trabalhando num livro sobre interações entre gene e ambiente e agrupamentos de casos de câncer infantil em Toms River, Nova Jersey.
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