Reportagem
edição 11 - Abril 2003
Encontros amorosos entre sapiens e neanderthal
Esqueleto de menino encontrado em Portugal é apontado como evidência de que hominídeos tidos como de espécies diferentes, reproduziram entre si
por Reinaldo José Lopes
Nos rostos dos adultos que se agacham ao redor da cova e do fogo, é possível discernir uma sugestão de dor ou tristeza enquanto a fumaça aromática de pinheiro selvagem deixa devagar a gruta. Quando a fogueira se extingue, o corpo do menino está pronto para fazer sua última viagem. A mortalha de pele, salpicada de ocre, mancha a criança, que tem outros enfeites: no peito, um colar feito de uma só concha; na fronte, um diadema de dentes de veado; ao lado, como último presente, um filhote de coelho.

Separado do século 21 por pelo menos 25 mil anos, esse enterro de criança está ajudando a superar um abismo de tempo ainda mais vasto, e sobre as próprias origens da humanidade. Traços do esqueleto desse menino, morto com não mais que cinco anos de idade perto de onde hoje é a cidade de Leiria, em Portugal, sugerem que ele é o resultado da mistura entre neandertais e humanos modernos, ocorrida entre 2 mil e 3 mil anos antes do seu nascimento.

A idéia de que houve um longo processo de contato e mestiçagem entre ambos os povos, com efeitos aparentes milênios depois do desaparecimento dos neandertais "puros", é a principal conclusão de um trabalho de 610 páginas publicado em 31 de janeiro deste ano, em Lisboa. A monografia, batizada com o título inglês Portrait of the Artist as a Child ("retrato do artista quando criança"), reafirma uma posição polêmica que vem pondo em polvorosa o mundo da antropologia desde que foi exposta pela primeira vez, em 1999. Para os autores, não há mais discussão: ao deixar a África e colonizar a Europa, a humanidade moderna não exterminou os antigos habitantes do continente, mas, em maior ou menor grau, misturou seus genes aos deles. E o esqueleto do menino é a prova mais cabal disso.

"Nossa interpretação ainda é basicamente a mesma que tínhamos quando ele foi analisado pela primeira vez", diz o paleoantropólogo norte-americano Erik Trinkaus, da Washington University. "O que fizemos com essa monografia foi analisar em detalhes todos os traços do esqueleto e da cultura material que o cerca. E esse trabalho nos ajudou a ver de forma muito clara o complexo mosaico de características modernas e neandertais que o compõem", afirma Trinkaus. Em colaboração com o arqueólogo português João Zilhão, da Universidade de Lisboa, ele coordenou o trabalho da equipe internacional de 30 especialistas que resultou na publicação da monografia.
Golpe de sorte

Ninguém poderia imaginar que a criança, apelidada de "menino do Lapedo", graças ao nome do vale português onde foi encontrada, fosse gerar tamanha controvérsia. Como acontece com nove entre 10 achados antropológicos ou arqueológicos importantes, o esqueleto veio à luz por acaso. Em 1998, um estudante da Universidade de Évora chamado Pedro Ferreira, sem muitas idéias para um trabalho da faculdade, resolveu explorar o vale do Lapedo em busca de exemplares de arte rupestre, e acabou encontrando uma ou outra figura antropomórfica nos penhascos calcários da região. A notícia do achado chegou ao Instituto Português de Arqueologia (IPA) através da Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia (STEA), e João Zilhão, diretor do instituto à época, pediu a dois membros da sociedade para verificarem o relato de Ferreira.

As figuras, sem dúvida, estavam lá; mas mais interessante ainda foi o que João Maurício e Pedro Souto, os enviados de Zilhão, encontraram do outro lado do vale. Era um abrigo de pedra cheio de sedimentos e artefatos do paleolítico que, depois de revirados com um pouco mais de intensidade, revelaram ossos que pareciam humanos. O próprio Zilhão veio examinar o sítio em dezembro e sua colega Cidália Duarte, ao encontrar mais ossos, se deu conta de que era o esqueleto de um só indivíduo, uma criança.

Enquanto os cientistas portugueses organizavam uma escavação de salvamento às pressas, temendo que os restos fossem danificados, ainda que sem querer, pelos moradores da região, Zilhão entrou em contato com Trinkaus, que havia conhecido não muito tempo antes. O americano se tornou o paleoantropólogo da equipe, pois os especialistas lusitanos não estavam acostumados a lidar com restos humanos tão antigos.

A análise dos restos prosseguiu rapidamente, embora boa parte deles tivesse sido espalhada para fora da sepultura original por causa de uma terraplenagem. Por um bom tempo, não passou pela cabeça de ninguém a idéia de que o menino fosse diferente de uma criança humana moderna; o osso do queixo saliente, traço que só se torna bem desenvolvido no Homo sapiens, parecia falar por si só. Trinkaus, contudo, começou a notar o que se tornaria, para a equipe, a noção definidora do menino do Lapedo: uma mistura complexa de características ósseas um mosaico.
ESTRUTURAS CALCÁRIAS, junto à cidade de Leiria, onde foram encontrados
A criança era um humano moderno, disso não havia dúvida - mas alguns de seus traços só poderiam ser explicados por uma ascendência parcialmente neandertal. Se o menino nascera e vivera milênios depois do primeiro encontro entre os dois povos em Portugal, e muito depois da extinção dos neandertais, isso só poderia significar uma coisa: um processo de mestiçagem razoavelmente amplo, envolvendo populações inteiras, e não um caso raro de paixão entre sapiens e neandertais.

Batalha científica

Foi com essa tese em mente que Zilhão e Trinkaus publicaram o primeiro artigo científico descrevendo em detalhes o menino do Lapedo (já com o nome oficial "Lagar Velho 1") na prestigiosa revista PNAS, da National Academy of Sciences, nos Estados Unidos, em junho de 1999.

A resposta dos meios de comunicação e do público não poderia ter sido mais avassaladora. Revistas populares saíram-se com ilustrações mostrando como seria o filho de uma sapiens alta e negra com um neandertal louro e troncudo (tudo errado, lógico, já que o menino do Lapedo certamente não era um mestiço de primeira geração). Trinkaus começou a receber e-mails de desconhecidos que lhe agradeciam por "explicar o tio George", ou pedidos de uma senhora para analisar radiografias de seu crânio e verificar se ela tinha características neandertais (o crânio da mulher era de um típico Homo sapiens moderno).
Por outro lado, dizer que a recepção científica foi complicada seria um eufemismo. O que mais complicou a vida da equipe foram os comentadores escolhidos pela PNAS. Ian Tattersal, do National Museum of Natural History, e Jeffrey Schwartz, da University of Pittsburgh, eram notórios defensores da teoria de que humanos modernos e neandertais seriam espécies completamente estanques. Ao saber que a dupla ia escrever um comentário sobre seu artigo na mesma edição da revista, Trinkaus teve a certeza de que o desastre era iminente.

Trinkaus não se desapontou. Tattersal e Schwartz atacaram, um a um, os argumentos da equipe do Lapedo em favor de uma ascendência neandertal. "O mais provável é que este seja simplesmente uma criança um tanto troncuda", disseram os dois. A interpretação da equipe até poderia ser "corajosa e imaginativa", de acordo com a dupla - mas era fundamentalmente errada. A equipe não demorou para contra-atacar: uma resposta publicada no site do IPA afirmava que o texto de Tattersal e Schwartz estava repleto de "desinformação, uso errado de cladística (a teoria usada para montar 'árvores genealógicas' evolutivas), citações erradas, falhas de representação, lógica fraca, incompetência geral a respeito do registro fóssil de hominídeos do fim do Pleistoceno (a era glacial), ignorância anatômica", entre outros termos elogiosos.
Por sorte, a ira de Zilhão e Trinkaus foi direcionada para uma empresa mais produtiva. Com o auxílio da equipe original e de especialistas das mais diversas áreas, a dupla decidiu ir à forra e provar, com um estudo completo, que sua interpretação é a mais coerente. A monografia que está sendo apresentada agora é o resultado disso.

Duas humanidades?

Por mais fundamentada que fosse a hipótese da equipe, era de se esperar que ela suscitasse enorme resistência. Afinal, ela bate de frente com a mais influente tendência antropológica na ativa hoje, que atribui a origem da humanidade moderna a um pequeno grupo de pessoas que começou a deixar a África há cerca de 100 mil anos e só completou a conquista européia 70 mil anos mais tarde.

Essa gente seria a antecessora direta de todos nós, Homo sapiens, e teria triunfado por ter tecnologia mais avançada, cultura mais complexa e, talvez, mais sucesso na guerra ? eliminando, por competição ou violência, os humanos "arcaicos" que encontrou pelo caminho. A visão clássica desse processo é resumida pelo paleoantropólogo francês Yves Coppens, do Collège de France: "Há cerca de 100 mil anos, o que nós temos, na verdade, são três humanidades: o H. sapiens em grandes áreas da África e da Ásia, a Europa neandertal e os H. erectus remanescentes em Java. O H. sapiens foi o vencedor, no final "provavelmente sem verdadeira ação agressiva, porque a densidade demográfica era muito baixa. Mas essas três humanidades estavam separadas por tempo demais para que houvesse interfecundidade. Uma verdadeira especiação (formação de novas espécies) havia ocorrido", diz um pesquisador, um dos "pais" da célebre fêmea de australopiteco Lucy.

A genética também não parecia estar exatamente do lado de Zilhão e Trinkaus. Pouco antes do artigo da equipe na PNAS, a mesma revista havia publicado a análise do DNA mitocondrial (produzido pelas mitocôndrias, as usinas de energia das células) do primeiro e mais famoso neandertal, encontrado no vale do rio Neander, na Alemanha. O veredicto da equipe liderada por Svante Paabo, do Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology, dizia que o DNA da criatura estava totalmente fora dos padrões encontrados em seres humanos de hoje. Para muitos, estava claro que ele jamais poderia ter tido descendentes férteis se viesse a unir-se a uma Homo sapiens. Humanos modernos e neandertais pareciam ser, afinal, espécies diferentes.
Estrutura óssea possibilita a recuperação de formas originais
Hora da virada

De lá pra cá, no entanto, muita coisa andou mudando a começar pela genética. "Todos os dados genéticos que apareceram desde então ou apóiam a idéia de mistura ou são compatíveis com um modelo que a inclua", comemora Trinkaus. "Meu trabalho é certamente compatível com o trabalho de Trinkaus e Zilhão, já que mostra que a última grande expansão de humanos para fora da África não foi um evento de substituição completa, mas envolveu intercruzamento com muitas populações locais na Eurásia. Contudo, minha análise não exclui a possibilidade de substituições locais, o que nos deixa sem uma conclusão sobre a presença de genes neandertais em humanos vivos hoje", diz o geneticista Alan Templeton, também da Washington University, em Saint Louis, cujo trabalho com diversos marcadores genéticos revela a continuidade de alguns genes muito antigos em humanos modernos. A possibilidade direta de sangue neandertal na humanidade moderna foi levantada no ano passado por outra análise genética, feita por Henry Harpending, da University of Utah.

Nem a equipe da monografia, no entanto, se arrisca a afirmar que pessoas vivas hoje têm genes neandertais. A idéia é apenas mostrar que a transição entre as "duas humanidades" comportou certo grau de mistura - e nisso o novo trabalho dá um passo adiante. "Agora temos o crânio, que conseguimos recuperar e reconstruir", diz Zilhão. "Conseguimos delinear e descrever todos os detalhes do esqueleto", afirma Trinkaus. "Mudamos o que achávamos de alguns detalhes, como os dentes. Pensávamos que eles eram parte das características modernas, mas hoje eles nos parecem não-diagnósticos (sem relação aparente com H. sapiens ou neandertais)", diz o pesquisador americano.

Os principais traços, entretanto, continuam lá. "Se eu tivesse de escolher um só deles como sinal de ascendência neandertal, seriam as pernas muito curtas", diz Trinkaus. O chamado índice crural - a razão entre o tamanho da tíbia e do fêmur, os ossos da coxa e da perna - é muito menor que o de um humano moderno, idêntico ao que se esperaria de uma criança neandertal. O ângulo da mandíbula também se aproxima muito mais do presente em neandertais que em humanos modernos, assim como a robustez dos ossos acima dos olhos e das maçãs do rosto. Por outro lado, tórax, braço e a maior parte do crânio são inequivocamente modernos. "Nossa reconstrução do crânio revelou uma face claramente H. sapiens", diz Marcia Ponce de León, da Zürich University, na Suíça.

A equipe também conseguiu desvencilhar- se de dois argumentos de seus críticos - a de que o espécime, por ser uma criança, poderia se modificar muito durante o crescimento, ganhando aparência totalmente normal e moderna, ou que alguma deficiência nutricional seria responsável pelas pernas curtas.
Na verdade, nem todos os críticos concordam com essas restrições. "Isso é bobagem", diz o bioantropólogo Walter Neves, da Universidade de São Paulo (USP). "Poderia muito bem ser uma doença que afeta o crescimento dos ossos longos e não deixa marcas. Além disso, sabemos muito pouco sobre os resultados de uma hibridação. Poderia muito bem acontecer, como sugerem alguns estudos, que o híbrido não mostrasse um mosaico de características de cada um dos lados, mas exacerbasse os traços de só um lado", afirma o pesquisador, que considera "muito sóbria" a posição de Tattersal.
Trinkaus e Zilhão, no entanto, estão prontos até a aceitar que Homo sapiens e Homo neanderthalensis pertenciam a espécies diferentes - porque têm cartas na manga. "Já foi provado que espécies próximas, como chimpanzés e bonobos ou mesmo espécies de babuínos que pertencem a gêneros diferentes, podem se acasalar e produzir descendentes férteis", diz Zilhão. "Até onde sei, a questão não é mais se houve mistura, mas em que grau ela ocorreu", arremata Trinkaus.

Culturas na fronteira

A península ibérica parece ser um dos lugares ideais para investigar isso a fundo. A região, pelo visto, foi o último refúgio neandertal - conhecido como a fronteira do Ebro (rio que separa o norte da península, mais ligado aos Pirineus, do resto do território). "Parece que havia uma separação biogeográfica entre as populações", diz Zilhão. Ao norte da linha do Ebro, a era glacial havia transformado boa parte da Europa numa gigantesca estepe, que os caçadores modernos exploravam com habilidade na caça aos mamutes e outros mamíferos gigantes; ao sul, o clima ainda não havia se deteriorado tanto, e os neandertais habitavam áreas mais montanhosas e arborizadas. Há 30 mil anos, o frio aumentou ainda mais, as estepes se espalharam - e, com elas, os humanos modernos.

Se nos genes os traços neandertais parecem ter se mantido por alguns milênios, o mesmo não aconteceu com a cultura. A sepultura do menino do Lapedo pertence nitidamente à tradição gravitense, dominante entre os humanos modernos da época na Europa. O trabalho de Zilhão ajudou a reconstruir com riqueza de detalhes a cerimônia, que incluiu ornamentos elaborados (como a diadema, formada por quatro caninos de veado, dois de macho no centro e dois de fêmea nas pontas), oferendas fúnebres (o coelho) e um fogo aceso, talvez para purificação.

Para Trinkaus, todas as evidências começam a apontar para um processo longo e complexo de mistura e substituição gradual, que durou milhares de anos. "Temos evidências de uma sobrevivência muito tardia dos neandertais, não só na Península Ibérica como também em lugares como a Croácia, a Criméia e o Cáucaso", diz o paleoantropólogo. Aos que ainda relutam em até mesmo considerar a possibilidade de uma mistura, Zilhão argumenta: "Mesmo considerando que eram espécies diferentes, as barreiras teriam de ser muito grandes para que isso não acontecesse. E não podemos esquecer que provavelmente esses grupos não se reconheciam como modernos e neandertais, como nós os distinguimos hoje". Para o arqueólogo, a contestação à tese da equipe acaba beirando o emocional. "Não estamos a falar de religião, nem de futebol", brinca.
Será que haveria, no fim das contas, uma espécie de resistência irracional à simples idéia de mestiçagem? "Sabe, já me peguei pensando sobre o porquê de tanta gente achar a questão da mistura tão importante", diz Trinkaus. "Acho que algumas pessoas gostam da idéia porque nos coloca mais próximos da natureza, enquanto outras acham que simplesmente não é apropriado, porque os neandertais não são tão humanos quanto nós. Algumas pessoas parecem muito preocupadas com o próprio pedigree - não como se fosse racismo, mas como uma forma de orgulho aristocrático", avalia. "É muito simples", filosofa Zilhão. "É a síndrome do povo eleito que nós herdamos da nossa tradição judaico-cristã - a vontade de nos separarmos dos animais, dos outros povos, de um outro tipo de humanidade", especula o arqueólogo.

Apesar da enorme massa de evidências levantada pela equipe da monografia, é improvável que o ponto final dessa discussão seja posto tão cedo. Tattersal, pelo menos, continua irredutível: 'Não vi a monografia, mas também não vi nada desde o anúncio original que me fizesse mudar de idéia. Neandertais e humanos modernos são tão radicalmente diferentes em estrutura que a chance de que eles pertençam à mesma espécie ou tenham trocado genes de qualquer forma biologicamente significativa é muito baixa. Acho que fazemos mais pela dignidade dos neandertais enxergando-os como uma entidade evolucionária distinta do que como uma versão implicitamente inferior de nós mesmos". Trinkaus, mesmo assim, não deixa de lado ao bom humor. "Eles são espécies diferentes? Realmente não sei, e realmente não me interessa. Se eram mesmo diferentes, eram também muito próximas e espécies assim se reproduzem entre si com freqüência na natureza".
RESUMO / Sapiens e Neanderthal
Em 1998, um estudante da Universidade de Évora, procurando exemplares de arte rupestre no Vale do Lapedo, em Portugal, forneceu pistas que levaram à descoberta de restos de uma criança que, mais tarde, foi identificada como portadora de características típicas de Homo sapiens e Neanderthal.

A identificação provocou uma controvérsia entre antropólogos. Para muitos, Homo sapiens e Neanderthal não teriam se reproduzido entre si. Para os autores da identificação, o português João Zilhão e o norte-americano Erick Trinkaus, não há mais o que discutir: ao deixar a África e colonizar a Europa, a humanidade moderna não exterminou os antigos habitantes do continente, como se pensava e, ao contrário disso, misturou-se a eles.

O primeiro trabalho sobre os restos da criança, batizada de 'o menino do Lapedo", com idade estimada entre dois mil e três mil anos, foi publicado em junho de 1999 na prestigiosa revista PNAS, da National Academy of Sciences dos Estados Unidos, em junho de 1999.
Para conhecer mais
The Last Neanderthal: The Rise, Success, and Mysterious Extinction of Our Closest Human Relatives. Por Ian Tattersall. Brochura: 208 páginas. Formato (em polegadas): 0,56 x 11,51 x 8,78. Editora: Westview Press; Revised edition. Dezembro 1999.

The Neanderthals Necklace: In Search of the First Thinkers. Por Juan Luis Arsuaga. Andy Klatt (Tradução), Juan Carlos Sastre (Ilustração). Cartonado: 320 páginas. Formato (em polegadas): 1,18 x 8,46 x 5,94. Editora: Four Walls Eight Windows. Novembro 2002.
Reinaldo José Lopes nascido em São Carlos, no interior de São Paulo, tem 24 anos e é jornalista científico free-lancer. Já colaborou com a Folha de S.Paulo e com as revistas Superinteressante e Pesquisa Fapesp. Tem interesse especial por evolução (principalmente a humana) e paleontologia.
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