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Reportagem |
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| edição 78 - Novembro 2008 |
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| Iluminando os meandros do cérebro |
| Uma promissora combinação entre óptica e genética vem permitindo aos neurocientistas mapear e até controlar os circuitos cerebrais com precisão inédita |
| por Gero Miesenböck |
| [APLICAÇÃO] POTENCIAL TERAPÊUTICO |
| A estimulação optogenética pode vir a suplantar a estimulação cerebral profunda (ECP) como forma de tratar o mal de Parkinson, entre outras doenças. A ECP estimula partes do cérebro que controlam o movimento com um marcapasso e um eletrodo implantado, bloqueando assim os sinais nervosos indóceis que provocam os tremores e outros sintomas do mal. A estimulação optogenética tem potencial para agir sobre as células com muito maior precisão que a dos eletrodos usados na ECP. Contudo, para chegar às células corretas para produzir a proteína fotossensível , o tratamento optogenético deve exigir que os pacientes se submetam a uma terapia genética proibida atualmente por questões de segurança. |
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| Gero Miesenböck recentemente transferiu-se da Yale University para a University of Oxford, onde ocupa a cadeira Waynflete como professor de fisiologia. Esse posto foi ocupado por Charles Sherrington, um dos pais da neurociência moderna no início do século passado. |
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