Reportagem
  
edição 78 - Novembro 2008
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Iluminando os meandros do cérebro
Uma promissora combinação entre óptica e genética vem permitindo aos neurocientistas mapear e até controlar os circuitos cerebrais com precisão inédita
por Gero Miesenböck
[APLICAÇÃO] POTENCIAL TERAPÊUTICO
ALFRED T. KAMAJIAN
A estimulação optogenética pode vir a suplantar a estimulação cerebral profunda (ECP) como forma de tratar o mal de Parkinson, entre outras doenças. A ECP estimula partes do cérebro que controlam o movimento com um marcapasso e um eletrodo implantado, bloqueando assim os sinais nervosos indóceis que provocam os tremores e outros sintomas do mal. A estimulação optogenética tem potencial para agir sobre as células com muito maior precisão que a dos eletrodos usados na ECP. Contudo, para chegar às células corretas para produzir a proteína fotossensível , o tratamento optogenético deve exigir que os pacientes se submetam a uma terapia genética proibida atualmente por questões de segurança.
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MULTIMÍDIA: Veja animação com os quadros Decodificação do cérebro, Controle remoto de moscas e Como entender os circuitos.
Gero Miesenböck recentemente transferiu-se da Yale University para a University of Oxford, onde ocupa a cadeira Waynflete como professor de fisiologia. Esse posto foi ocupado por Charles Sherrington, um dos pais da neurociência moderna no início do século passado.
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