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| No alto de elevações abastecidas por chuvas que vêm do litoral |
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A maior parte do território brasileiro é composto por poucas áreas extensas e relativamente homogêneas do ponto de vista ecológico.
São os chamados domínios paisagísticos, como o da Mata Atlântica e o das caatingas, que também incluem áreas de contato e de transição entre os seus trechos mais típicos e contínuos. Mas, aqui e ali, é possível vislumbrar no interior dos domínios algumas áreas que destoam dessa relativa uniformidade e que chegam a representar um grande contraste com o que está à sua volta.
Essas paisagens de exceção, como são chamadas, espalham-se por todo o Brasil. Entre elas, destacam-se os enclaves de florestas úmidas do semi-árido brasileiro, verdadeiras ilhas de Mata Atlântica em meio à caatinga, que só recentemente têm recebido atenção especial dos cientistas.
A biodiversidade dessas florestas úmidas do sertão ainda é muito pouco conhecida, mas é bem provável que guarde surpresas, seja por seu longo isolamento (uma das principais receitas da Natureza para produzir novas espécies), seja por terem pertencido originalmente a um dos biomas mais diversificados da Terra. Além disso, esses enclaves, por sua composição de espécies, podem guardar relíquias da época em que, supostamente, Mata Atlântica e Amazônia eram uma única grande floresta. |