Reportagem
  
edição 71 - Abril 2008
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O intrincado quebra-cabeça da saúde do trabalhador
O maior estudo já conduzido sobre saúde no local de trabalho está aplicando técnicas de última geração para investigar uma aparente concentração de casos de câncer – e mostrando por que a ciência nem sempre nos protege no trabalho
por Carole Bass
[COLETA DE EVIDÊNCIAS] CONSTRUINDO AS BASES DE DADOS
Para determinar se um número maior que o normal de casos de câncer no cérebro surgiu entre os trabalhadores da Pratt & Whitney Aircraft e, em caso afirmativo, suas razões, os pesquisadores passaram mais de cinco anos compilando um enorme volume de informações sobre todos os funcionários e processos de fabricação da empresa de Connecticut referentes a um período de 50 anos. Uma das duas equipes da pesquisa tentou identificar a população de estudo, ou coorte, e determinar quantas pessoas desse grupo desenvolveram câncer cerebral, separando e rastreando os nomes de mais de 250 mil empregados. Enquanto isso, a outra equipe investigou uma ampla variedade de fontes para descobrir a que substâncias os empregados foram expostos entre 1952 e 2001 no trabalho.
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Carole Bass é jornalista investigativa e escreve sobre saúde pública, questões legais e meio ambiente. É membro da Alicia Patterson Foundation, investigando e escrevendo sobre substâncias químicas tóxicas no trabalho. Bass é ex-repórter e editora do New Haven Advocate, para o qual escreveu muito sobre os casos de câncer no cérebro na Pratt & Whitney Aircraft , bem como para o Connecticut Law Tribune.
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