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Reportagem |
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| edição 71 - Abril 2008 |
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| O intrincado quebra-cabeça da saúde do trabalhador |
| O maior estudo já conduzido sobre saúde no local de trabalho está aplicando técnicas de última geração para investigar uma aparente concentração de casos de câncer – e mostrando por que a ciência nem sempre nos protege no trabalho |
| por Carole Bass |
| [ANÁLISE] INTERPRETANDO OS DADOS |
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FOTOGRAFIA DO MONITOR POR JAMES PORTO; FOTOILUSTRAÇÃO POR JEN CHRISTIANSEN; UNIVERSITY OF PITTSBURGH (amostras de tumor) |
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Com o consentimento dos trabalhadores afetados ou de sua família, os pesquisadores obtiveram amostras dos tumores e, em alguns casos, de tecidos normais, para procurar sinais de dano ao DNA que pudesse ter sido provocado por carcinógenos (esquerda). Ao combinarem esses resultados com as informações sobre a quais substâncias os trabalhadores foram expostos e quando (direita), eles esperam revelar se as exposições no local de trabalho contribuíram para o aparecimento dos cânceres.
PISTAS GENÉTICAS Modificações, ou mutações, do DNA isolado de amostras de tumores como as mostradas na tela do computador podem indicar o que desencadeou o tumor.
■ Um padrão distintivo de mutações nos tumores de diferentes trabalhadores pode sugerir uma causa comum, por exemplo.
■ Essas análises podem também determinar a duração das mudanças cumulativas e mesmo a ordem na qual as mudanças ocorreram, de forma a ajudar a identificar quando o crescimento tumoral provavelmente teve início.
■ Certos carcinógenos conhecidos provocam danos ao DNA de formas específicas, deixando uma digital da exposição em células tumorais ou até em tecido normal.
■ Mutações em genes para enzimas metabolizadoras de carcinógenos são outra categoria de alterações promotoras de câncer detectáveis em tecidos não-cancerosos que poderiam explicar como um tumor foi iniciado.
VISUALIZANDO AS EXPOSIÇÕES Para manipular as enormes quantidades de dados que coletaram sobre as operações das fábricas entre 1952 e 2001, os pesquisadores criaram um “sistema de informação geográfica”. A base de dados permite que eles recuperem e relacionem dados sobre a localização dos funcionários, peças e processos – e, portanto, a exposição dos trabalhadores a agentes potencialmente tóxicos – em diferentes épocas durante o período incluído no estudo. |
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 | Carole Bass é jornalista investigativa e escreve sobre saúde pública, questões legais e meio ambiente. É membro da Alicia Patterson Foundation, investigando e escrevendo sobre substâncias químicas tóxicas no trabalho. Bass é ex-repórter e editora do New Haven Advocate, para o qual escreveu muito sobre os casos de câncer no cérebro na Pratt & Whitney Aircraft , bem como para o Connecticut Law Tribune. |
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