|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
|
|
 |
Reportagem |
|
|
| edição 71 - Abril 2008 |
 |
|
|
« 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 » |
| O intrincado quebra-cabeça da saúde do trabalhador |
| O maior estudo já conduzido sobre saúde no local de trabalho está aplicando técnicas de última geração para investigar uma aparente concentração de casos de câncer – e mostrando por que a ciência nem sempre nos protege no trabalho |
| por Carole Bass |
[continuação]
Muitos pesquisadores adorariam ter US$ 12 milhões para estudos que pudessem produzir resultados mais claros em menos tempo, mas os milhões da Pratt & Whitney provavelmente não teriam sido gastos de outra maneira na pesquisa da saúde no local de trabalho. Mesmo se o estudo nunca der respostas definitivas a todas as questões levantadas, o esforço dificilmente terá sido desperdício de tempo ou dinheiro.
Para começar existe a perspectiva de algum tipo de resposta para as famílias dos trabalhadores da Pratt & Whitney. “Estou envolvido nesse projeto desde o dia em que ele começou”, diz Jeanine Buchanich. “Finalmente vamos poder dizer algo a esses trabalhadores – e já faz muito tempo.”
Independentemente dos resultados específicos, o projeto pode ser capaz de nos dizer algo. A enorme quantidade de dados que está gerando pode ajudar a desvendar as complexidades de múltiplas exposições a substâncias tóxicas e contribuir, nas palavras de Lieberman, para a compreensão “da biologia básica de como os tumores cerebrais se iniciam”. Além disso, o objetivo sem precedentes do estudo está estimulando a criação de novas técnicas para manipular a imensa quantidade de informações. A equipe da UIC, por exemplo, está construindo uma base de dados de um sistema de informação geográfica (SIG), que permitirá aos membros da equipe mapear as operações das fábricas no tempo e espaço. Essa tecnologia pode ser útil para qualquer estudo em que relações espaciais são importantes, como na arqueologia ou engenharia industrial, de acordo com Esmen.
Essa empreitada arqueológica ao passado industrial de Connecticut pode gerar ferramentas e informações para ajudar trabalhadores e pacientes com câncer no cérebro no futuro. Assim, pode contribuir para reduzir as barreiras científicas que existem entre operários e locais de trabalho saudáveis. Para reduzir as barreiras não-científicas, outro conjunto de ferramentas será necessário.
“Os maiores riscos evitáveis à saúde e segurança que precisam ser resolvidos em nossa sociedade ocorrem de forma desproporcional no local de trabalho”, escreveu Adam Finkel, um ex-diretor de padrões de saúde do Osha, em uma carta no maio passado para a deputada da Califórnia Lynn Woosley, que preside o Subcomitê da Câmara para Proteção da Força de Trabalho. “A solução não é se queixar sobre a necessidade de fazer boa ciência, mas sim simplesmente voltar a fazer boa ciência, como o Osha costumava fazer.” |
|
« 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 » |
 | Carole Bass é jornalista investigativa e escreve sobre saúde pública, questões legais e meio ambiente. É membro da Alicia Patterson Foundation, investigando e escrevendo sobre substâncias químicas tóxicas no trabalho. Bass é ex-repórter e editora do New Haven Advocate, para o qual escreveu muito sobre os casos de câncer no cérebro na Pratt & Whitney Aircraft , bem como para o Connecticut Law Tribune. |
|
|
|
|
|
|
|
|