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Reportagem |
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| edição 15 - Agosto 2003 |
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| Observações confirmam Sistema Duplo Em Eta Carina |
| Astrofísico brasileiro enfrenta desafio de enigma de quase dois séculos envolvendo a maior e mais luminosa estrela da Via Láctea. Modelo binário prevê um blecaute para a última semana deste mês. |
| por Ulisses Capozzoli |
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| OBSERVAÇÕES SISTEMÁTICAS de Eta Carina começaram com relato de naturalista inglês, em 1826 |
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Se ainda não escureceu, espere a noite chegar. Olhe para o céu, de preferência longe da iluminação urbana, e você verá uma infinidade de estrelas crepitando como fogueiras distantes. Cada uma com um brilho e uma cor. À primeira vista, essa variedade pode parecer irrelevante. Mas, como toda a diversidade da Natureza, é fundamental. Caso contrário você não estaria aqui.
Durante muito tempo as estrelas foram consideradas eternas. Aristóteles ensinou que além da esfera da Lua reinava a perfeição e, se as formas eram acabadas, não haveria razão para mudanças. Até Galileu demonstrar que não é assim. De qualquer maneira, foram necessários séculos de observação para a descoberta de que, como os humanos, as estrelas nascem, vivem e morrem.
Gerações inteiras de estrelas nasceram e se extinguiram no corpo da galáxia, a Via Láctea, antes que estrelas atuais pudessem existir. Na maioria dos casos, as estrelas de hoje são descendentes de gigantes extintas. As estrelas pioneiras foram um tanto prematuras. Nasceram apenas 200 milhões de anos depois do Big Bang. Nas estrelas antigas - como ocorre hoje - a gravidade "esmagou" átomos de hidrogênio entre si. Com a temperatura dessa colisão atingindo um limite crítico, quatro átomos de hidrogênio combinam-se para formar um único de hélio. Os físicos chamam esse processo de reação próton-próton. Como quatro hidrogênio têm mais massa que um hélio, é preciso perder massa no processo. As estrelas fazem isso por emissão de energia, segundo a clássica fórmula de E= mC2. Essa é a usina de força do Sol. |
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 | Ulisses Capozzoli Editor de Scientific American Brasil, é jornalista especializado em divulgação científica, mestre e doutor em ciências pela Universidade de São Paulo. |
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