Reportagem
  
edição 53 - Outubro 2006
Plano B para a energia
Se o aumento da eficiência e os avanços das tecnologias atuais não detiverem o aquecimento global, poderiam novas fontes de energia, livres de carbono, ser a salvação?
por W. Wayt Gibbs
As fontes de energia do final do século XXI poderão incluir reatores de fusão nuclear, hidrogênio emitido de tanques de micróbios criados por engenharia genética, estações eólicas de altitude elevada, painéis solares em órbita e geradores acionados por ondas e marés - todos interligados a uma rede supercondutora mundial
Para manter este mundo tolerável à vida, a humanidade deve completar uma maratona de mudanças tecnológicas cuja linha de chegada está bem além do horizonte. Ainda que os planos de redução das emissões de gás carbônico funcionem, mais cedo ou mais tarde o mundo vai precisar de um plano B: uma ou mais tecnologias fundamentalmente novas que, juntas, consigam fornecer 10 a 30 terawatts sem expelir uma tonelada sequer de dióxido de carbono. Os entusiastas vêm discutindo muitas idéias malucas desde a década de 60. Mas já está na hora de levá-las a sério. "Se não começarmos agora a construir a infra-estrutura para uma mudança revolucionária no sistema de energia", adverte Martin I. Hoffert, físico da Universidade de Nova York, "não conseguiremos fazê-lo em tempo." Mas construir o quê? A pesquisa a seguir avalia algumas das opções mais promissoras, bem como algumas que, apesar de populares, são implausíveis. Nenhuma delas é garantida. Mas de uma dessas idéias pode emergir um novo motor da civilização humana.
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