|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
|
|
 |
Reportagem |
|
|
| edição 62 - Julho 2007 |
 |
|
|
« 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 » |
| Por trás da anestesia |
| Saber por que os anestésicos atuais são tão potentes e às vezes perigosos levará a uma nova geração de fármacos específicos e mais seguros, sem efeitos colaterais indesejáveis |
| por Beverley A. Orser |
| Transmissão interrompida |
Foi demonstrado que os anestésicos deprimem a comunicação neuronal, em parte pela amplificação dos efeitos do neurotransmissor GABA, uma molécula de sinalização que inibe a excitação das células nervosas. As pesquisas atuais se concentram no modo de interação dos fármacos com os receptores GABA celulares para bloquear a atividade neural.
Sinal para silenciar Um pulso elétrico na membrana de um neurônio provoca a liberação de GABA na sinapse, um ponto de junção com outro neurônio. As moléculas atravessam uma pequena lacuna e se ligam a receptores específicos de GABA na célula pós-sináptica. Em muitas áreas cerebrais, os receptores de GABA são também encontrados fora da sinapse, ao longo do corpo da célula nervosa, e são ativados pelo GABA que transborda desse ponto de junção.
Anestésicos e GABA: mudança de carga Um subtipo de receptor chamado GABAA é um canal que se encaminha para dentro da célula pós-sináptica, composto por cinco subunidades protéicas. Quando o GABA se liga a ele, o receptor permite a entrada de íons carregados negativamente, o que aumenta a polarização da membrana celular e impede que o neurônio gere um pulso elétrico (à esquerda). Acredita-se que a ação dos anestésicos ocorra pela ligação com as fendas no receptor GABAA e pelo prolongamento da abertura do canal, que causa a hiperpolarização da membrana celular. |
|
« 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 » |
| Beverley A. Orser É professora de anestesiologia e fisiologia da University of Toronto e anestesiologista do hospital universitário, no Sunnybrook Health Sciences Center, onde também é pesquisadora-chefe em anestesia. Como clínica e pesquisadora, Orser concentra-se na melhoria da segurança dos pacientes. Com o estudo dos mecanismos moleculares de base dos anestésicos, espera promover o desenvolvimento de novos agentes e tratamentos relacionados com efeitos controlados de maneira mais sofisticada . Orser também é consultora da empresa farmacêutica Merck, onde desenvolveu o adjuvante do sono Gaboxadol. |
|
|
|
|
|
|
|
|