Reportagem
  
edição 62 - Julho 2007
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Por trás da anestesia
Saber por que os anestésicos atuais são tão potentes e às vezes perigosos levará a uma nova geração de fármacos específicos e mais seguros, sem efeitos colaterais indesejáveis
por Beverley A. Orser
Ferramentas de controle de riscos
Antes de uma cirurgia com anestesia geral, um paciente verá uma série de aparelhos de monitoração e será ligado a eles. Muitos estão lá para protegê-lo contra os efeitos colaterais dos anestésicos, que deprimem a respiração e a função cardíaca, reduzindo a pressão arterial e a temperatura corporal. Um anestesiologista deve calibrar constantemente o sistema de aplicação do fármaco para obter a profundidade desejada da anestesia, sem reprimir as funções cardíaca e respiratória do paciente a um ponto que represente risco de morte.
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Beverley A. Orser É professora de anestesiologia e fisiologia da University of Toronto e anestesiologista do hospital universitário, no Sunnybrook Health Sciences Center, onde também é pesquisadora-chefe em anestesia. Como clínica e pesquisadora, Orser concentra-se na melhoria da segurança dos pacientes. Com o estudo dos mecanismos moleculares de base dos anestésicos, espera promover o desenvolvimento de novos agentes e tratamentos relacionados com efeitos controlados de maneira mais sofisticada . Orser também é consultora da empresa farmacêutica Merck, onde desenvolveu o adjuvante do sono Gaboxadol.
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