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Reportagem |
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| edição 62 - Julho 2007 |
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| Redes sem congestionamento |
| A codificação de redes poderia aumentar drasticamente a eficiência e confiabilidade das redes de comunicação. Central nessa abordagem é a estranha noção de que transmitir evidências sobre as mensagens pode ser mais útil que transmitir as mensagens em si |
| por Michelle Effros, Ralf Koetter e Muriel Médard |
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Matt Vincent |
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| USUÁRIOS QUE COMPARTILHASSEM uma rede baseada em codificação poderiam gozar de muitos benefícios, como menos atrasos no download de vídeos e acesso à internet |
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A história dos sistemas de comunicação modernos tem sido marcada por grandes insights. Claude E. Shannon, matemático e engenheiro, iniciou uma revolução há quase 60 anos, quando construiu os alicerces de uma nova teoria matemática das comunicações – agora conhecida como teoria da informação. Ramificações práticas de seu trabalho, que lidou com a compressão e transmissão confiável de dados, podem ser vistas hoje na internet, em sistemas de telefonia por cabos de transmissão e sem fio e em dispositivos de armazenamento de dados, desde discos rígidos até CDs, DVDs e pen drives.
Shannon abordou as comunicações por linha telefônica dedicada a chamadas individuais. Ultimamente, a informação viaja cada vez mais por redes compartilhadas (como a internet), nas quais múltiplos usuários se comunicam simultaneamente através do mesmo meio –seja um cabo, uma fibra óptica ou um sistema sem fio, o ar. Redes compartilhadas podem melhorar a utilidade e a eficiência dos sistemas de comunicação, mas também criam competição por recursos comuns. Muitas pessoas devem disputar o acesso, por exemplo, a um servidor que oferece músicas para download ou a um ponto de rede sem fio.
O desafio, então, é encontrar maneiras de fazer com que o compartilhamento ocorra sem percalços; pais de crianças pequenas conhecem bem esse problema. Operadores de rede freqüentemente tentam resolver o desafio criando recursos, mas a estratégia muitas vezes é insuficiente. Fios de cobre, cabos ou fibras ópticas, por exemplo, podem prover acesso de banda larga para usuários comerciais e domésticos, mas são caros para instalar e difíceis de modificar e expandir. Sistemas de transmissão de banda ultralarga e com múltiplas antenas podem expandir o número de clientes servidos por redes sem fio, embora ainda assim possam deixar de atender a demanda sempre crescente.
Portanto, técnicas para melhorar a eficiência também são necessárias. Na internet e em outras redes compartilhadas, a informação é, atualmente, transmitida por roteadores – chaves que operam em nodos onde vias de sinalização, ou links, se intersectam. Os roteadores desviam mensagens para links direcionados ao destino final dessas. Mas quando se busca a eficiência, será que os roteadores são os melhores dispositivos para essas interseções? Será que essa é mesmo a melhor operação a se realizar? |
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| Michelle Effros, Ralf Koetter e Muriel Médard São amigos e colaboradores há muito tempo. Effros é professora de engenharia elétrica do California Institute of Technology (Caltech). A Technological Review a nomeou entre os 100 maiores jovens inovadores em 2002. Koetter é professor e chefe do Instituto de Engenharia de Comunicações da Universidade de Munique. Médard é professora adjunta de engenharia elétrica e ciência da computação no Massachusetts Institute of Technology (MIT) e diretora adjunta do Laboratório de Informação e Sistemas de Decisão dessa instituição. |
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