Reportagem
  
edição 11 - Abril 2003
Restaurando ossos em envelhecimento
A decomposição es rutural por osteoporose pode levar à incapacidade. A compreensão do mecanismo envolvido com o ganho e perda de massa óssea já permite tanto a prevenção como novas opções de tratamento.
por Clifford J. Osen
A COLUNA OSTEOPORÓTICA mostra o afinamento ósseo e o colapso vertebral característicos da doença.Em contraste,as vértebras de uma coluna normal (à direita)são densase uniformes
Ano passado, Maxine LaLiberté, uma nova paciente de 72 anos, chegou com dificuldade ao meu consultório. Relatou ter sido sempre muito ativa. Costumava cuidar dos nove netos e há anos vinha planejando, com seu marido, viajar pelo país em um trailer. Mas agora a dor insuportável entre as omoplatas limitava seus movimentos, fazendo com que se sentisse velha.

Eu estava familiarizado com esses sintomas em pacientes idosos. Mesmo sem examiná-la, tinha quase certeza de que uma ou mais vértebras estavam fraturadas como resultado da osteoporose, distúrbio onde a perda de massa óssea pode ser tão severa que causa fraturas espontâneas ou decorrentes de pequenos traumas.

A osteoporose aflige cerca de 10 milhões de norte-americanos, especialmente mulheres na pós-menopausa. Metade das mulheres nesse período apresentará problemas relacionados à osteoporose. Por sorte, o panorama dos portadores da doença nunca foi tão bom. Medicamentos capazes de restaurar a perda óssea e, portanto, reduzir substancialmente o risco de novas fraturas, já estão disponíveis.

Há uma década, as opções terapêuticas para a osteoporose consistiam basicamente em suplementos de cálcio, analgésicos e, para as mulheres na pós-menopausa, terapia por reposição de estrogênio - tratamentos benéficos, mas imperfeitos. A terapia por reposição de estrogênio, por exemplo, aumenta o risco de ataque cardíaco, derrame, câncer da mama e coágulos sangüíneos. Hoje, em contraste, há medicamentos que reduzem a possibilidade de novas fraturas em até 70% no primeiro ano de tratamento.
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Clifford J. Osen é diretor executivo do aine Center for Osteoporosis Research and Education em Bangor,Maine,e é cientista adjunto do Jackson Laboratory em Bar Harbor, Maine.Obteve seu M.D.no State University of New York em Syracuse,Upstate Medical Center em 1975 e,desde 1993,é professor de clínica no Boston University edical Center. Atualmente preside a American Society for Bone and ineral Research e escreveu vários livros sobre osteoporose e saúde óssea.
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