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Reportagem |
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| edição 67 - Dezembro 2007 |
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| Telas Brilhantes |
| Uma nova tecnologia que mimetiza a maneira como a Natureza põe cores brilhantes nas asas das borboletas pode tornar a tela de telefones celulares claramente legível, até sob o brilho do sol |
| por M. Mitchell Waldrop |
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GEORGE RETSECK (PDA); BEN ZWEIG (Waldrop) |
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| A COLORAÇÃO BRILHANTE de uma borboleta tropical é gerada pelo mesmo processo óptico nanométrico utilizado por telas de modulador interferométrico (Imod) |
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Na próxima vez que comprar um telefone celular, preste bastante atenção na tela. Se tudo acontecer como a Qualcomm espera, aquele pequeno retângulo colorido pode dar um novo significado à expressão “efeito borboleta”. É bem verdade que as telas de modulador interferométrico (Imod, na sigla em inglês), lançadas recentemente pela empresa de San Diego, na Califórnia, não têm relação com o efeito poderoso que o bater das asas do inseto poderia, teoricamente, exercer sobre o clima. No entanto, os dispositivos realmente usam um conjunto de microestruturas artificiais para produzir o mesmo tipo de cores iridescentes que as das asas de borboletas tropicais. E a Qualcomm aposta que essa abordagem dará aos Imods várias vantagens sobre a tecnologia predominante de telas de cristal líquido (LCD, na sigla em inglês).
O mais importante é que uma tela de Imod consome muito menos a bateria de aparelho portátil – característica que se tornará cada vez mais decisiva à medida que as pessoas aumentam o uso de telefones celulares para navegação na internet, mensagens de texto, se divertir com jogos, ouvir música e assistir a vídeos. Esse uso intensificado representa um grave desafio de administração de energia para as LCDs, cuja maioria não pode ser lida a não ser que exista luz de fundo brilhando sobre elas. Mas uma tela de Imod simplesmente reflete a luz ambiente do mesmo modo que uma folha de papel (ou as asas da borboleta).
“Desse modo, um Imod chega a consumir apenas 6% da energia da bateria de um aparelho portátil, contra quase 50% exigidos por uma LCD”, diz James Cathey, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Qualcomm. E isso significa que um aparelho equipado com um Imod deve durar muito mais com uma única carga – permitindo até o uso de iluminação suplementar necessária para situações de baixa luminosidade. “No cenário típico de uso, estimamos que um telefone equipado com Imod permitiria140 ou mais minutos de tempo de vídeo, enquanto que uma tela LCD tem aproximadamente 50 minutos”, ressalta. |
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 | M. Mitchell Waldrop É escritor freelancer em Washington, D.C. Foi redator sênior da revista Science e escreveu livros sobre a história da computação, inteligência artificial e complexidade. Seu último artigo para Scientific American, “Uma central de dados encaixotada”, apareceu na edição de setembro. |
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