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| Drew Endy e sua equipe do MIT desenharam e construíram mais de 140 biotijolos guardados nestes frascos. Cada um é um pedaço de DNA que desempenha uma função característica e interage com outras partes genéticas. |
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"Os alunos dessa classe são felizes e estão criando coisas boas e construtivas, e não novas espécies de vírus ou armas biológicas"
A evolução é uma fonte inextingüível de criatividade: 3,6 bilhões de anos de mutações e competição deram aos seres vivos uma variedade impressionante de habilidades úteis. Mas ainda há muito espaço para aperfeiçoamentos. Determinados microrganismos são capazes de digerir o explosivo e carcinogênico TNT, por exemplo. Não seria interessante que eles brilhassem ao fazer isso, indicando a localização de minas terrestres ou a contaminação do solo? Arbustos de artemísia produzem um potente agente contra a malária, mas em quantidades tão pequenas que é caro extraí-lo. Quantos milhões de vidas poderiam ser salvas se o composto, a artemisinina, pudesse ser sintetizado a baixo custo por bactérias? E, apesar de muitos estudiosos de câncer estarem dispostos a dar um olho em troca de uma célula com um contador confiável que mostrasse quantas vezes ela se dividiu, a Natureza parece não ter achado tal invento necessário.
Pode parecer uma simples questão de engenharia genética reprogramar células para que brilhem na presença de uma toxina, manufaturar um remédio complicado ou monitorar a idade das células. Mas a criação de dispositivos biológicos como esses está longe de ser fácil. Os biólogos vêm transplantando genes de uma espécie para outra há 30 anos, e mesmo assim a engenharia genética ainda tem muito mais de artesanato que de engenharia.
"Digamos que eu queira modificar uma planta para que ela mude de cor na presença do TNT", propõe Drew Endy, biólogo do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. "Posso começar manipulando os sistemas genéticos da planta e, se tiver sorte, depois de um ano ou dois obterei um \\'dispositivo\\' - um sistema. Mas isso não vai me ajudar a criar uma célula que circule e coma as placas das paredes das artérias, ou a fabricar uma microlente. A prática atual produz basicamente obras de arte."
Endy faz parte de um grupo crescente de cientistas que se destacaram nos últimos anos por reforçar as fundações da engenharia genética com o que chamam de biologia sintética. Eles estão projetando e construindo sistemas vivos que ajam de modo previsível, que usem partes intercambiáveis e que, em alguns casos, operem com um código genético expandido, que lhes permita fazer coisas impossíveis a qualquer outro organismo natural. |