O DOCE E O AMARGO
(João Ricardo-Paulinho Mendonça)

O SOL QUE VESTE O DIA
O DIA DE VERMELHO
O HOMEM DE PREGUIÇA
O VERDE POEIRA
SECA OS RIOS
OS SONHOS
SECA O CORPO
A SEDE NA INDOLÊNCIA
BEBER O SUCO DE MUITAS FRUTAS
O DOCE E O AMARGO
INDISTINTAMENTE
BEBER O POSSÍVEL
SUGAR O SEIO DA IMPOSSIBILIDADE
ATÉ QUE BROTE O SANGUE
ATÉ QUE SURJA A ALMA
DESSA TERRA MORTA
DESSE POVO TRISTE