Foto: Gal Oppido
  POR ANA CAROLINA CARVALHO / FOTO: CHRISTIAN PARENTE
 
 

ASSISTENTE DE FOTOG RÁFIA: PEDRO; E DIÇÃO: MARI NASCIMENTO; MAQUIADOR: ANDRÉ VELOSO (WE ANGEL); MODELOS: YARA OLIVEIRA, PAULO RODRIG O (HDA MODELS); ELA USA: VESTIDO DANIELE MABE. BRI NCOS, ACESSÓRI OS MODER NOS; E LE VESTE: CALÇA LEVI´S; MÁQ UINA DE CORTAR CABE LO: ACERVO PRODUÇÃO

Moda, necessidade, não importa: tem muita gente por aí que adora usar o cabelo raspado. E não é máquina 2 ou 3, quando ainda é possível enxergar um fundinho de cabelo... Nada disso! Alguns homens optaram mesmo pela máquina 1 ou zero. Em 1992, na Olimpíada de Barcelona, os americanos Michael Jordan, Magic Johnson e Charles Backley, do chamado Dream Team, que revolucionou o basquete no mundo, desfilavam cabeças raspadas. Mas, muito antes deles, já em 1988, em Seul, o velocista Ben Johnson ocupava o cargo de careca-símbolo. Nossa seleção de futebol também já foi um gramado pelado só. Se é moda ou não, vale a pena cuidar da careca – afinal, não dá para exibir um visual detonado e sem charme.

FOTOS: DivulgaçãoAssim como os fios que estão crescendo, o couro cabeludo também precisa de atenção. Tanto faz usar a maquininha ou a tradicional gilete para raspar o cabelo. É folclore popular dizer que raspar a cabeça com freqüência fortalece ou rarefaz os fios. “O crescimento e o ciclo capilar dependem de fatores internos e não da maneira como o cabelo é cortado”, explica a dermatologista Denise Steiner, especialista em estudo do cabelo (tricologia). Mas raspar o cabelo requer cautela. “Quando o couro cabeludo apresenta algum problema, como dermatite seborréica, foliculite, ou está machucado, é melhor evitar esse tipo de corte”, alerta a dra. Denise. “O indicado é esperar que a pele se recupere para mudar o visual.” E, parece bobagem, mas, quando os fios começam a crescer, investir no xampu e no condicionador pode dar um resultado melhor. Os sabonetes não são fabricados para lavar o cabelo e por isso não contêm princípios ativos que cuidam da fibra capilar, deixando- a macia e com mais brilho.

Motivos genéticos
Apesar de as estatísticas mostrarem que a probabilidade do negro ficar careca é quatro vezes menor do que a do branco, existem negros com calvície. Ou seja, aqueles que não são carecas por opção mas cujos fios deixaram de crescer. Segundo os especialistas, isso acontece por motivos genéticos e pela ação do hormônio DHT. As pesquisas nessa área andam a passos largos e, como não há tratamento para calvície, os médicos indicam a prevenção. “O tratamento é feito com finasterida, um remédio via oral que age em uma enzima responsável pelo DHT”, finaliza a dermatologista.

 

 
 
     
 
     
     
homepage | nesta edição | toque direto | fórum | blackchat | edições anteriores | atend. ao leitor | Editora Símbolo