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Moda,
necessidade, não importa: tem muita gente
por aí que adora usar o cabelo raspado.
E não é máquina 2 ou 3, quando ainda é possível
enxergar um fundinho de cabelo... Nada disso!
Alguns homens optaram mesmo pela máquina
1 ou zero. Em 1992, na Olimpíada de Barcelona,
os americanos Michael Jordan, Magic Johnson
e Charles Backley, do chamado Dream Team,
que revolucionou o basquete no mundo, desfilavam
cabeças raspadas. Mas, muito antes deles,
já em 1988, em Seul, o velocista Ben Johnson
ocupava o cargo de careca-símbolo. Nossa
seleção de futebol também já foi um gramado
pelado só. Se é moda ou não, vale a pena
cuidar da careca – afinal, não dá para exibir
um visual detonado e sem charme.
Assim
como os fios que estão crescendo, o couro
cabeludo também precisa de atenção. Tanto
faz usar a maquininha ou a tradicional gilete
para raspar o cabelo. É folclore popular
dizer que raspar a cabeça com freqüência
fortalece ou rarefaz os fios. “O crescimento
e o ciclo capilar dependem de fatores internos
e não da maneira como o cabelo é cortado”,
explica a dermatologista Denise Steiner,
especialista em estudo do cabelo (tricologia).
Mas raspar o cabelo requer cautela. “Quando
o couro cabeludo apresenta algum problema,
como dermatite seborréica, foliculite, ou
está machucado, é melhor evitar esse tipo
de corte”, alerta a dra. Denise. “O indicado
é esperar que a pele se recupere para mudar
o visual.” E, parece bobagem, mas, quando
os fios começam a crescer, investir no xampu
e no condicionador pode dar um resultado
melhor. Os sabonetes não são fabricados
para lavar o cabelo e por isso não contêm
princípios ativos que cuidam da fibra capilar,
deixando- a macia e com mais brilho.
Motivos genéticos
Apesar de as estatísticas mostrarem que
a probabilidade do negro ficar careca é
quatro vezes menor do que a do branco, existem
negros com calvície. Ou seja, aqueles que
não são carecas por opção mas cujos fios
deixaram de crescer. Segundo os especialistas,
isso acontece por motivos genéticos e pela
ação do hormônio DHT. As pesquisas nessa
área andam a passos largos e, como não há
tratamento para calvície, os médicos indicam
a prevenção. “O tratamento é feito com finasterida,
um remédio via oral que age em uma enzima
responsável pelo DHT”, finaliza a dermatologista.
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