Foto: Gal Oppido
  POR OSWALDO FAUSTINO  
 

 

 

Desde os tempos da escravidão no Brasil que, motivados pelo sonho de igualdade de direitos e de oportunidades, se difundiu entre negros e negras a idéia de que a única maneira possível de isso se realizar seria se parecer com uma pessoa branca, tanto física quanto cultural e socialmente. Hoje, porém, no mundo todo, a palavra de ordem é diversidade. As pessoas são diferentes, o que enriquece a sociedade, dando-lhe condições para encontrar soluções diferenciadas para os mesmos problemas.

Fórmula antiga
Essa forma de pensar se desenvolve, desde a década de 30, em outros países, como Estados Unidos. Por meio do entendimento da diversidade, respeitados os aspectos em que somos diferentes, restam apenas aqueles que nos fazem semelhantes, como seres humanos. Uma série de iniciativas, como a implantação de programas de diversidade em empresas, tem se desenvolvido com o objetivo de ampliar a presença de negros e negras no mercado de trabalho e no mundo dos negócios.

Curiosamente, a maioria acontece em empresas multinacionais, em cujos países de origem o racismo foi mais atroz. Empresas nacionais são mais resistentes ao conceito, muitas vezes alegando que ações desse tipo seriam uma forma de “racismo ao contrário”.

A realidade, porém, é que continua difícil para afro-brasileiros tanto serem admitidos em boas empresas quanto ocupar postos mais elevados.


 
 
     
 
     
     
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