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Desde
os tempos da escravidão no Brasil que, motivados
pelo sonho de igualdade de direitos e de
oportunidades, se difundiu entre negros
e negras a idéia de que a única maneira
possível de isso se realizar seria se parecer
com uma pessoa branca, tanto física quanto
cultural e socialmente. Hoje, porém, no
mundo todo, a palavra de ordem é diversidade.
As pessoas são diferentes, o que enriquece
a sociedade, dando-lhe condições para encontrar
soluções diferenciadas para os mesmos problemas.
Fórmula antiga
Essa forma de pensar se desenvolve, desde
a década de 30, em outros países, como Estados
Unidos. Por meio do entendimento da diversidade,
respeitados os aspectos em que somos diferentes,
restam apenas aqueles que nos fazem semelhantes,
como seres humanos. Uma série de iniciativas,
como a implantação de programas de diversidade
em empresas, tem se desenvolvido com o objetivo
de ampliar a presença de negros e negras
no mercado de trabalho e no mundo dos negócios.
Curiosamente, a maioria acontece em empresas
multinacionais, em cujos países de origem
o racismo foi mais atroz. Empresas nacionais
são mais resistentes ao conceito, muitas
vezes alegando que ações desse tipo seriam
uma forma de “racismo ao contrário”.
A realidade, porém, é que continua difícil
para afro-brasileiros tanto serem admitidos
em boas empresas quanto ocupar postos mais
elevados.


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