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Existe um local muito impressionante no Brasil
central. Numa área da periferia de
Goiânia, fora de seu centro mais rumoroso e
urbanizado, está lá plantado, altivo
e digno um monumento contemporâneo, que se
revela em luzes e que projeta sombras misteriosas,
ancestrais, retilíneas.
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Um 'skyline' metafórico e
labiríntico feito em concreto e
espalhado num círculo, nessa
área geográfica do centro do
continente latino-americano, onde existe
um Brasil de luminosidade dura, que abriga
uma das capitais mais jovens do mundo, com
todas as ambigüidades de sua
procedência mais primitiva e uma
exuberância juvenil, por vezes
até insensata. Um monumento
ampliado que lembra com dignidade os povos
indígenas que habitam ou habitaram
o novo continente desde o tempo em que
esta terra não tinha nome e sequer
era imaginada concretamente pelo
pensamento artístico ocidental,
não fosse apenas como uma utopia.
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O monumento que mostra a silhueta do
mapa do Brasil quando visto a vôo de
pássaro (ou do interior de um
helicóptero), tem 500 tótens
quadrangulares ou triangulares, com
imagens da iconografia indígena em
baixo relevo em suas faces laterais e
esculturas de objetos, de
utensílios ou de rituais sagrados
dos diferentes povos indígenas,
estes reproduções minuciosas
em concreto de peças datadas de
época pré-cabralina.
O artista Siron Franco o concebeu, fez a
pesquisa iconográfica, realizou e
ergueu o monumento, colocando-o num amplo
terreno em meio ao campo e numa
área ainda despovoada. Vale uma
visita a Goiânia para ver essa obra
criativa, que é uma espécie
de memorial em homenagem aos primeiros
habitantes de nosso país.
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