FALCÃO
Voltou sem nunca ter ido.

Falcão, 48, o escrachado, o mega-star, o lindo, o joiado, o multiadjetivável  cantor e compositor cearense, como todos sabem – Ou deveriam saber-, começou sua meteórica carreira lá pelos idos de 1991, quando lançou seu primeiro disco, o “Bonito, lindo e joiado”. De lá para cá, deu-se uma verdadeira sucessão de sucessos que se sucederam sucessivamente sem cessar (Epa!). Assim os discos:
O dinheiro não é tudo, mas é 100% - 1994 (BMG);
A besteira é a base da sabedoria – 1995 (BMG);
A um passo da MPB – 1996 (BMG);
Quanto pior melhor – 1998 (BMG);
500 anos de chifre – 1999 (Abril Music) e
Do penico à bomba atômica – 2000 (Somzoom),
Lançaram, nesses quinze anos de fuleiragem music, grandes hits bregas, românticos, irreverentes, escatológicos, inteligentes, etc e tal. Músicas como: I’m not dog no, Holiday foi muito, No cume, Mulher mala, Black peolple car, Ai minha mãe, Isaltina, Ela me traiu usando o resta das camisinhas, e tantas outras, embalaram, alegraram e avacalharam a vida de milhões de brasileiros, estrangeiros e outros bichos-de-orelhas pelo mundo a fora.
Agora ela está de volta. Não só pela insistência de alguém, além de seus inúmeros fãs, mas também no intuito de derramar sua verve, expor seu pensamento enviesado, lúcido e contemporâneo; e no esforço supremo de trazer sempre o melhor em matéria de pior para sua clientela e para o seio da MPB
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O Disco Novo

E é no sentido de educar, catequizar, alegrar, aporrinhar, ensimesmar, in(ex)troverter, raciocinar e esculhambar que se desenvolve esse novo trabalho fonográfico, o oitavo na carreira do cantor de Pereiro-Ce.
WHAT PORRA IS THIS (Lançado e distribuído pela gravadora NC Music), então, é um disco, onde o fã apaixonado ou o ouvinte incauto pode, em cada nuance lítero-musical, se surpreender, estupefato com a categoria, a falta de pudor ou a sinceridade estética do autor/cantor. Ou não.
São doze faixas que vão tirar o fôlego, ou fazer adormecer, muita gente. Todas as músicas, de autoria de Falcão (Algumas em parceria com o eterno comparsa Tarcísio Matos), menos Severina Cooper (It’s not mole não), antigo sucesso do pernambucano Acioly Neto.
Nas linhas e entrelinhas das músicas

  • Pato Donald no Tucupi,
  • Amanhã será tomorrow,
  • Fome zero-a-zero,
  • Quem não tem cão não caça,
  • Doa a quem doar,
  • Desculpe ter-lhe visto,
  • Horóscopo,
  • Alguma coisa acontece no meu bucho,
  • A sociedade não pode viver sem as pessoas,
  • Ordem e progresso, e
  • Doze perguntas que podem cair na prova,

Acha-se todo o cabedal e a personalidade surreal de Marcondes Falcão Maia, o FALCÃO. Sutilmente arranjadas por Getúlio França e gravadas, certeira e garbosamente pela banda Diarréia –Que acompanha o bregastar desde a fase embrionária de sua carreira, e só agora entra em estúdio com o artista-, discorrem sobre assuntos vários: da cornagem à viadagem, da política à corrupção, da educação à saúde pública, do romântico ao trivial; são, seguramente, peças para figurarem definitivamente nos anais da música popular desse Brasil varonil. Que assim seja!      
 
LH assessoria
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