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III Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão 2002

Estes são os jurados do Concurso Bidu Sayão

John Neschling


foto: Daniela Guerra

Diretor Art ístico e Regente Titular da Osesp.   Sobrinho-neto do compositor Arnold Schoenberg e   do maestro Arthur Bodanzky, John Neschling nasceu   no Rio de Janeiro em 1947. Desde muito cedo começou   a estudar piano e seguiu a vocação   para regência com Hans Swarowsky em Viena   e com Leonard Bernstein em Tanglewood. Dentre os   concursos internacionais de regência que venceu,   destacam-se os de Florença (1969), da Sinfônica   de Londres (1972) e do Alla Scala de Milão   (1976).
  Em 1973, de volta ao Brasil, assumiu a direção   dos teatros municipais de São Paulo e do   Rio de Janeiro. Na Europa, dirigiu os teatros São   Carlos de Lisboa, Saint Gallen, na Suíça,   Massimo, de Palermo, e da Ópera de Bordeaux,   na França, além de regente residente   na Ópera de Viena. Nos Estados Unidos estreou,   em 1996, conduzindo "Il Guarany", de Carlos   Gomes, na Ópera de Washington, com Plácido   Domingo no papel de Peri.
À frente da Osesp desde 1997, tem somado   importantes conquistas que marcam uma nova fase   na história da Orquestra. Em 2000, em turnê   latino-americana, o trabalho desenvolvido com a   Osesp recebeu reconhecimento internacional no palco   do Teatro Colón de Buenos Aires. Em 1999   iniciou a gravação de CDs e, em 2000,   criou o Coral Infantil e inaugurou o Centro de Documentação   Musical Maestro Eleazar de Carvalho. No último   ano agregou o ex-Coral Sinfônico do Estado,   atual Coro da Orquestra Sinfônica do Estado   de São Paulo, além de formar o Coro   de Câmara da Osesp.
  No momento, Neschling prepara a temporada de 2003   da Osesp e organiza a turnê a ser realizada   nos Estados Unidos, onde o grupo deve apresentar   cerca de 20 concertos. Simultaneamente, mantém   intensa atividade no exterior, onde recentemente   regeu a Accademia Santa Cecilia de Roma, a Suisse   Romande de Genebra, a Sinfônica de Berna,   entre outras, e prepara concertos em Roma, Turim   e Bruxelas, além de uma nova produção   de "Ernani", de Verdi, para o Teatro San   Carlo de Nápoles. Dedica-se também   à composição para cinema e   teatro, tendo escrito as trilhas sonoras dos filmes   "Pixote", "O Beijo da Mulher Aranha",   "Lúcio Flávio - O Passageiro   da Agonia", "Gaijin", "Os Condenados"   e da minissérie "Os Maias". Mais   recentemente compôs a música do filme   Desmundo, de Alain Fresnot.
  Atualmente, John Neschling divide seu tempo entre   o Brasil e a Suíça, onde mora com   a mulher, Bridget Bolliger, e o segundo filho, Benjamim   Raphael, de um ano.

 

Patrick Shelley

Estudou cravo, clarineta, flauta e composição na Royal College of Music de Londres, e regência com Vilem Tausky, Myer Fredman e Leopold Stokowski. Em 1966, ingressou na Sherborne School como professor e, meses depois, tornou-se diretor musical, cargo que ocupou até 1995. Fundou a Dorset Opera em 1974 e, meses depois, a Dorset Opera Orchestra. Atualmente é diretor artístico e regente principal da Dorset Opera, além de diretor da Russel Harpsichord Foundation Também atua como regente no Central Festival Opera e na London City Opera. Seu repertório inclui óperas como Carmen, Mefistofele, Gabriella di Vergy, L`Elisir d´Amore, Lucia di Lammermoor, Salvador Rosa, Cavalleria Rusticana, La Gioconda, Madama Butterfly, Turandot, Aída, além de várias operetas e oratórios. Foi membro do júri do I e do II Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão e regeu em Belém a ópera "Macbeth", de Verdi, que reinaugurou o Theatro da Paz em abril de 2002.

 

Asta-Rose Alcaide

Natural de Joinville, SC, viveu muitos anos em Portugal, casada com o tenor português Tomaz Alcaide. Funcionária da Embaixada Americana em Portugal, foi transferida para Brasília, onde fixou residência em 1976. Em 77, fundou a Associação Ópera-Brasília (AOB), da qual é presidente, desenvolvendo projetos de apoio aos jovens cantores e proferindo durante 10 anos palestras para a formação de platéia. Participou de várias montagens cênicas, entre outras, "Carmen" e "A Flauta Mágica" (1982). Criou o projeto "Ópera Jovem", que revelou vários cantores líricos, como Sandro Christopher e Maude Salazar.
De julho de 1999 a novembro de 2000 foi diretora artística do TNCS, e acumulou o cargo de diretora administrativa de agosto a novembro de 1999. Após a extinção da diretoria artística no TNCS foi nomeada assessora da Secretária de Estado de Cultura. Desde janeiro de 2001 é coordenadora das montagens de ópera e autora dos textos dos programas da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional. Ganhou muitos prêmios, medalhas e condecorações. Tem entrevistas e textos publicados em jornais e publicações especializadas em Portugal e Brasília.

 

Luca Targetti

Luca Targetti é o diretor de elenco do Teatro Alla Scala de Milão desde fevereiro de 1997, onde é o responsável pela escolha de todos os cantores líricos que atuam nas montagens de ópera daquela casa de espetáculo, considerada a mais importante do mundo.
Antes de assumir o cargo, por vários anos dirigiu agências de cantores líricos europeus, nas cidades de Munique (Alemanha), Nápoles e Milão (Itália). É formado em arquitetura pela Universidade Politécnica de Milão, em piano e solfejo pela Escola Musical de Milão, e estudou canto lírico com professores particulares da cidade.

 

Menno Feenstra

O diretor de elenco do The Glyndebourne Festival Opera é formado em Musicologia pela Universidade de Utrech e em Economia pela Universidade de Amsterdam. Nascido numa família de músicos (sua mãe era cantora lírica), estudou canto com Herman Woltman na "The Hague".
Depois de um ano de estudo na Itália, começou a trabalhar na Dutch Radio, primeiro como apresentador e, dois anos depois, como produtor e diretor de programas de ráadio e tevevisão. Nessa função, suas principais atividades era as transmissões do Holland Festival, da Concertgebouwn Orchestra, além de programas sobre cultura e música. Além disso, atuava como consultor de música vocal da organização, atividade que lhe permitiu produzir algumas óperas.
Trabalhando também como jornalista, foi correspondente da "Ópera News" e escreveu para várias outras revistas, como "Entr´act", "Music", "Opera" e "Disk".
É membro do júri do prêmio Edison desde 1977 e diretor de elenco do The Glyndebourne Festival Opera, na Inglaterra, desde 1990. Ensina técnica de apresentação para jovens cantores em Londres, New York, Chicago e Amsterdam. É membro do júri de diversas competições internacionais de canto (Oslo, Barcelona, Vienna, Busseto, Vercelli, Treviso, Hamburgo, Dresden, Atenas, Budapeste etc.), atuando em várias delas como presidente.

 

Vicente Salles

Vicente Salles é presidente da Sociedade Quarteto de Brasília, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Comissão Nacional do Folclore, e da Academia Brasileira de Música. Nasceu no município paraense de Igarapé-Açú, viveu a infância em Castanhal e a juventude em Belém. Desde cedo, interessou-se pela literatura, a música e o folclore. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1954, onde ingressou por concurso no Ministério da Educação e Cultura (MEC). Fez jornalismo, colaborou em diversos jamais e revistas, bacharelou-se no curso de Ciências Sociais da Faculdade Nacional de Filosofia. De 1961 a 1972 trabalhou na Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, onde organizou e dirigiu a Biblioteca Amadeu Amaral, foi redator da Revista Brasileira de Folclore, organizou a edição de livros e discos. Trabalhou no Conselho Federal de Cultura e em 1971 foi eleito membro do Conselho de Música Popular do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Em 1974 passou a residir em Brasília, e colaborou na criação da Funarte.
Paralelamente às atividades de servidor público foi professor no Instituto Villa-Lobos (RJ) e na Faculdade de Artes (DF); organizou edição de obras de João Ribeiro, Renato Almeida, Edison Carneiro, Mozart de Araújo; colaborou no Projeto Lendo o Pará, na edição dos 10 primeiros títulos; participou de encontros de pesquisadores da MPB, cursos, seminários, congressos etc., e ainda colaborou na produção de cerca de cinqüenta discos de musica folclórica e MPB. Publicou 28 trabalhos (14 livros e 14 folhetos) e 9 ensaios em obras coletivas, alem de colaborações em jornais e revistas

 

Andrés Rodríguez

Andrés Rodríguez – é diretor geral e artístico do Teatro Municipal de Santiago (Chile) desde 1986. Entre suas muitas atividades foi jurado do Concurso “Voces Verdianas” em Bussetto, Itália (2001), do Concurso de Canto “Francisco Viñas de Barcelona, Espanha (1998, 2000), é membro da Diretoria da Corporación Cultural de La Estación Mapocho, Santiago, Chile, membro da
Diretoria da Fundação de Orquestras Juvenis e Infantis do Chile. Ganhou vários prêmios, entre eles, Premio “Medalla Ernesto Pinto Lagarrigue” (1996) na categoria “Administrador Cultural mais destacado no país” e a Cruz de Oficial da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha (1998) por promover trabalhos de intercâmbio entre o Chile e a Alemanha.

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