
foto: Daniela Guerra
Diretor Art ístico e Regente Titular da Osesp.
Sobrinho-neto do compositor Arnold Schoenberg e
do maestro Arthur Bodanzky, John Neschling nasceu
no Rio de Janeiro em 1947. Desde muito cedo começou
a estudar piano e seguiu a vocação
para regência com Hans Swarowsky em Viena
e com Leonard Bernstein em Tanglewood. Dentre os
concursos internacionais de regência que venceu,
destacam-se os de Florença (1969), da Sinfônica
de Londres (1972) e do Alla Scala de Milão
(1976).
Em 1973, de volta ao Brasil, assumiu a direção
dos teatros municipais de São Paulo e do
Rio de Janeiro. Na Europa, dirigiu os teatros São
Carlos de Lisboa, Saint Gallen, na Suíça,
Massimo, de Palermo, e da Ópera de Bordeaux,
na França, além de regente residente
na Ópera de Viena. Nos Estados Unidos estreou,
em 1996, conduzindo "Il Guarany", de Carlos
Gomes, na Ópera de Washington, com Plácido
Domingo no papel de Peri.
À frente da Osesp desde 1997, tem somado
importantes conquistas que marcam uma nova fase
na história da Orquestra. Em 2000, em turnê
latino-americana, o trabalho desenvolvido com a
Osesp recebeu reconhecimento internacional no palco
do Teatro Colón de Buenos Aires. Em 1999
iniciou a gravação de CDs e, em 2000,
criou o Coral Infantil e inaugurou o Centro de Documentação
Musical Maestro Eleazar de Carvalho. No último
ano agregou o ex-Coral Sinfônico do Estado,
atual Coro da Orquestra Sinfônica do Estado
de São Paulo, além de formar o Coro
de Câmara da Osesp.
No momento, Neschling prepara a temporada de 2003
da Osesp e organiza a turnê a ser realizada
nos Estados Unidos, onde o grupo deve apresentar
cerca de 20 concertos. Simultaneamente, mantém
intensa atividade no exterior, onde recentemente
regeu a Accademia Santa Cecilia de Roma, a Suisse
Romande de Genebra, a Sinfônica de Berna,
entre outras, e prepara concertos em Roma, Turim
e Bruxelas, além de uma nova produção
de "Ernani", de Verdi, para o Teatro San
Carlo de Nápoles. Dedica-se também
à composição para cinema e
teatro, tendo escrito as trilhas sonoras dos filmes
"Pixote", "O Beijo da Mulher Aranha",
"Lúcio Flávio - O Passageiro
da Agonia", "Gaijin", "Os Condenados"
e da minissérie "Os Maias". Mais
recentemente compôs a música do filme
Desmundo, de Alain Fresnot.
Atualmente, John Neschling divide seu tempo entre
o Brasil e a Suíça, onde mora com
a mulher, Bridget Bolliger, e o segundo filho, Benjamim
Raphael, de um ano.
Estudou
cravo, clarineta, flauta e composição
na Royal College of Music de Londres, e regência
com Vilem Tausky, Myer Fredman e Leopold Stokowski.
Em 1966, ingressou na Sherborne School como professor
e, meses depois, tornou-se diretor musical, cargo
que ocupou até 1995. Fundou a Dorset Opera
em 1974 e, meses depois, a Dorset Opera Orchestra.
Atualmente é diretor artístico e regente
principal da Dorset Opera, além de diretor
da Russel Harpsichord Foundation Também atua
como regente no Central Festival Opera e na London
City Opera. Seu repertório inclui óperas
como Carmen, Mefistofele, Gabriella di Vergy, L`Elisir
d´Amore, Lucia di Lammermoor, Salvador Rosa,
Cavalleria Rusticana, La Gioconda, Madama Butterfly,
Turandot, Aída, além de várias
operetas e oratórios. Foi membro do júri
do I e do II Concurso Internacional de Canto Bidu
Sayão e regeu em Belém a ópera
"Macbeth", de Verdi, que reinaugurou o
Theatro da Paz em abril de 2002.
Natural
de Joinville, SC, viveu muitos anos em Portugal,
casada com o tenor português Tomaz Alcaide.
Funcionária da Embaixada Americana em Portugal,
foi transferida para Brasília, onde fixou
residência em 1976. Em 77, fundou a Associação
Ópera-Brasília (AOB), da qual é
presidente, desenvolvendo projetos de apoio aos
jovens cantores e proferindo durante 10 anos palestras
para a formação de platéia.
Participou de várias montagens cênicas,
entre outras, "Carmen" e "A Flauta
Mágica" (1982). Criou o projeto "Ópera
Jovem", que revelou vários cantores
líricos, como Sandro Christopher e Maude
Salazar.
De julho de 1999 a novembro de 2000 foi diretora
artística do TNCS, e acumulou o cargo de
diretora administrativa de agosto a novembro de
1999. Após a extinção da diretoria
artística no TNCS foi nomeada assessora da
Secretária de Estado de Cultura. Desde janeiro
de 2001 é coordenadora das montagens de ópera
e autora dos textos dos programas da Orquestra Sinfônica
do Teatro Nacional. Ganhou muitos prêmios,
medalhas e condecorações. Tem entrevistas
e textos publicados em jornais e publicações
especializadas em Portugal e Brasília.
Luca
Targetti é o diretor de elenco do Teatro
Alla Scala de Milão desde fevereiro de 1997,
onde é o responsável pela escolha
de todos os cantores líricos que atuam nas
montagens de ópera daquela casa de espetáculo,
considerada a mais importante do mundo.
Antes de assumir o cargo, por vários anos
dirigiu agências de cantores líricos
europeus, nas cidades de Munique (Alemanha), Nápoles
e Milão (Itália). É formado
em arquitetura pela Universidade Politécnica
de Milão, em piano e solfejo pela Escola
Musical de Milão, e estudou canto lírico
com professores particulares da cidade.
O
diretor de elenco do The Glyndebourne Festival Opera
é formado em Musicologia pela Universidade
de Utrech e em Economia pela Universidade de Amsterdam.
Nascido numa família de músicos (sua
mãe era cantora lírica), estudou canto
com Herman Woltman na "The Hague".
Depois de um ano de estudo na Itália, começou
a trabalhar na Dutch Radio, primeiro como apresentador
e, dois anos depois, como produtor e diretor de
programas de ráadio e tevevisão. Nessa
função, suas principais atividades
era as transmissões do Holland Festival,
da Concertgebouwn Orchestra, além de programas
sobre cultura e música. Além disso,
atuava como consultor de música vocal da
organização, atividade que lhe permitiu
produzir algumas óperas.
Trabalhando também como jornalista, foi correspondente
da "Ópera News" e escreveu para
várias outras revistas, como "Entr´act",
"Music", "Opera" e "Disk".
É membro do júri do prêmio Edison
desde 1977 e diretor de elenco do The Glyndebourne
Festival Opera, na Inglaterra, desde 1990. Ensina
técnica de apresentação para
jovens cantores em Londres, New York, Chicago e
Amsterdam. É membro do júri de diversas
competições internacionais de canto
(Oslo, Barcelona, Vienna, Busseto, Vercelli, Treviso,
Hamburgo, Dresden, Atenas, Budapeste etc.), atuando
em várias delas como presidente.
Vicente
Salles é presidente da Sociedade Quarteto
de Brasília, membro do Instituto Histórico
e Geográfico Brasileiro, da Comissão
Nacional do Folclore, e da Academia Brasileira de
Música. Nasceu no município paraense
de Igarapé-Açú, viveu a infância
em Castanhal e a juventude em Belém. Desde
cedo, interessou-se pela literatura, a música
e o folclore. Mudou-se para o Rio de Janeiro em
1954, onde ingressou por concurso no Ministério
da Educação e Cultura (MEC). Fez jornalismo,
colaborou em diversos jamais e revistas, bacharelou-se
no curso de Ciências Sociais da Faculdade
Nacional de Filosofia. De 1961 a 1972 trabalhou
na Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, onde
organizou e dirigiu a Biblioteca Amadeu Amaral,
foi redator da Revista Brasileira de Folclore, organizou
a edição de livros e discos. Trabalhou
no Conselho Federal de Cultura e em 1971 foi eleito
membro do Conselho de Música Popular do Museu
da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Em 1974 passou
a residir em Brasília, e colaborou na criação
da Funarte.
Paralelamente às atividades de servidor público
foi professor no Instituto Villa-Lobos (RJ) e na
Faculdade de Artes (DF); organizou edição
de obras de João Ribeiro, Renato Almeida,
Edison Carneiro, Mozart de Araújo; colaborou
no Projeto Lendo o Pará, na edição
dos 10 primeiros títulos; participou de encontros
de pesquisadores da MPB, cursos, seminários,
congressos etc., e ainda colaborou na produção
de cerca de cinqüenta discos de musica folclórica
e MPB. Publicou 28 trabalhos (14 livros e 14 folhetos)
e 9 ensaios em obras coletivas, alem de colaborações
em jornais e revistas
Andrés
Rodríguez é diretor geral e
artístico do Teatro Municipal de
Santiago (Chile) desde 1986. Entre suas muitas atividades
foi jurado do
Concurso Voces Verdianas em Bussetto,
Itália (2001), do Concurso de Canto Francisco Viñas de Barcelona, Espanha
(1998, 2000), é membro da Diretoria
da Corporación Cultural de La Estación
Mapocho, Santiago, Chile, membro da
Diretoria da Fundação de Orquestras
Juvenis e Infantis do Chile. Ganhou
vários prêmios, entre eles, Premio
Medalla Ernesto Pinto Lagarrigue (1996)
na categoria Administrador Cultural mais destacado
no país e a Cruz de
Oficial da Ordem do Mérito da República
Federal da Alemanha (1998) por
promover trabalhos de intercâmbio entre o
Chile e a Alemanha.