8º Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão 2008

O investimento estratégico
no canto

As inscrições do 8º Concurso Bidu Sayão levaram a uma seleção preliminar de cerca de 100 vozes e finalmente chegamos a 50 selecionados que integram as Eliminatórias para o público.

Mais de uma centena de jovens em fases distintas de preparação. E nós sabemos que este número está distante de espelhar o quanto acontece nesta área no Brasil. Neste momento, milhares de jovens, nas mais diversas condições, estudam canto em todos os estados brasileiros.

Com os candidatos selecionados do Bidu Sayão, nacionais e estrangeiros, poder-se-ia iniciar vários grupos dedicados ao estudo e prática da ópera, à difusão do enorme repertório erudito, a projetos paradidáticos de formação e a tantas outras possibilidades a exemplo do que se realiza em centros de excelência de cultura fora do Brasil.

Vivemos o paradoxo da extrema necessidade de apoio ao canto e, ao mesmo tempo, como os próprios resultados do Bidu Sayão demonstram, uma enorme efervescência criativa, o que gera uma demanda por mercado de trabalho considerável e em fase de pleno aquecimento.

Um caminho está no entendimento de que o investimento em tecnologia de comunicação resultará em convergências ainda inimagináveis para os leigos. Daí a conveniência premente de também se investir na área do canto e da música erudita tendo em vista a geração de conteúdo possível. A Cultura erudita é estratégica na formação e no desenvolvimento com incríveis perspectivas de retorno quaisquer que sejam os parâmetros de análise.

O Bidu Sayão é uma competição que demonstra isto. Há uma relação biunívoca entre a instituição e os participantes e uma assimilação muito significativa das platéias envolvidas com o projeto. Esta realidade se observa desde a criação do Concurso e seus primeiros anos no Estado do Pará onde recebeu mais de 650 inscritos, tendo premiado 67 cantores, dos quais a grande maioria se encontra em carreira ou estudando aqui e fora do Brasil.

O Concurso pode ser realizado pela primeira vez e nos anos seguintes por força da sensibilidade de um indivíduo: do arquiteto e urbanista Paulo Chaves Fernandes, Secretário de Cultura do Pará à época do início do Concurso, e zeloso pelas necessidades da difusão cultural e da ampliação dos horizontes da imaginação e do pensamento. A ele devemos o crescimento e maturidade do Concurso e a oportunidade de desenvolver o projeto em níveis de qualidade internacionais.

A realização do Concurso em Belo Horizonte é uma nova etapa. Também aqui, a conjunção de forças entre o Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e o patrocínio da CEMIG – Centrais Elétricas de Minas Gerais e a renúncia fiscal do Governo Federal, através do apoio do Ministério da Cultura e da Lei Federal de Incentivos, permitiram levar avante um Concurso que é uma conquista de todos os cantores brasileiros.

Ainda estamos muito distantes do futuro que se espera para o canto erudito. Há muito a fazer, seja na concessão de bolsas de estudos, de melhoria dos padrões de ensino e incentivos ao desenvolvimento de novas escolas e conservatórios, na realização de programas de intercâmbio de alunos e professores, na produção e incentivo da pesquisa técnica e científica para o canto, na publicação de literatura específica, no aperfeiçoamento de profissionais multidisciplinares correlacionados, no desenvolvimento de programas de formação artística em vários níveis, no desenvolvimento de políticas públicas e na participação privada para a ampliação do mercado de trabalho.

Práticas que integram a construção do Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão e precisam fazer parte das expectativas de todos que delem participam: cantores, pianistas, professores, regentes, membros do júri, apoiadores, patrocinadores e o público.

 

Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão
Cleber Papa: Presidente
Rosana Caramaschi: Direção

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E-mail: spimagem@uol.com.br

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